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    <title>Ciência, Tecnologia e outros papos</title>
    <link>http://ciencia.tipos.com.br/</link>
    <description>blog do Appoloni</description>
    <language>en-us</language>           
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      <title>Ciência, Tecnologia e outros papos</title>
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    <item>
	<title><![CDATA[Workshop internacional sobre efeitos das radiações não-ionizantes]]></title>
	<link>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/10/03/workshop-internacional-sobre-efeitos-das-radiacoes-nao-ionizantes</link>
	<guid>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/10/03/workshop-internacional-sobre-efeitos-das-radiacoes-nao-ionizantes</guid>
	<description><![CDATA[
	 JC e-mail 3612, de 03 de Outubro de 2008.<br />
  	<br />
Pesquisadores se reúnem no Brasil para discutir efeitos das radiações não-ionizantes<br />
	 <br />
Impactos de estações de telecomunicação e linhas de transmissão e distribuição de energia serão discutidos por especialistas de todo o Mundo<br />
<br />
Especialistas de todo o mundo se reúnem no Brasil para analisar os últimos dados científicos relacionados a efeitos biológicos de radiações não-ionizantes, especialmente aquelas emitidas por antenas e equipamentos de telefonia celular, estações transmissoras de rádio e TV, e linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica. Na 6ª Edição do Workshop Internacional sobre Radiações Não-Ionizantes também serão discutidos aspectos de proteção e limites de exposição. O evento será realizado no Rio de Janeiro (RJ), entre os dias 14 e 17 deste mês.<br />
<br />
Esta será a primeira vez que o Workshop Internacional acontece em um país da América Latina. A 6ª Edição conta com o apoio dos ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT), Minas e Energia (MME), Saúde (MS), Meio Ambiente (MMA), das Comunicações (MC), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Comissão Nacional de Bioeletromagnetismo.<br />
<br />
A cada quatro anos, a Comissão Internacional de Proteção contra as Radiações Não-Ionizantes (ICNIRP) promove o encontro internacional com o objetivo de apresentar os avanços científicos relacionados ao tema. As discussões também poderão subsidiar novas recomendações para limites de exposição.<br />
<br />
O workshop visa a participação de pesquisadores, especialistas das áreas de energia elétrica, telecomunicações - especialmente de telefonia celular - da indústria de equipamentos, das áreas de exatas, ciências médicas, epidemiológica, biológicas, além de profissionais da mídia. O evento também é uma oportunidade para a construção de uma agenda brasileira de pesquisa e de estudos, especialmente porque tramita no Senado o PLC nº 031/2008, que trata de vários aspectos relacionados à exposição a campos eletromagnéticos.<br />
<br />
A proposta, que já foi aprovada na Câmara dos Deputados, determina a adoção no Brasil dos limites da ICNIRP, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). O PLC 031 também estará em discussão no workshop o que favorece a participação de profissionais do direito, das casas legislativas e de parlamentares.<br />
<br />
Veja como participar: http://www.icnirp.org/NIR2008/NIR2008.htm<br />
(Assessoria de Comunicação do MCT)<br />
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=59062 
	<h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3>
	<ul><li><a href="http://vaca.tipos.com.br/arquivo/2008/10/03/saudade-do-monsters-of-rock">Saudade do Monsters of Rock</a></li><li><a href="http://vaca.tipos.com.br/arquivo/2008/10/03/vaca-tradicoes">Vaca Tradições</a></li><li><a href="http://briguet.tipos.com.br/arquivo/2008/10/03/marimbondos">Marimbondos</a></li></ul>
	]]></description>
	<category>Geral</category>
	<comments>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/10/03/workshop-internacional-sobre-efeitos-das-radiacoes-nao-ionizantes</comments>
	<pubDate>Fri, 3 Oct 2008 16:51:14 -0300</pubDate>
</item><item>
	<title><![CDATA[Aids surgiu há um século]]></title>
	<link>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/10/02/aids-surgiu-ha-um-seculo</link>
	<guid>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/10/02/aids-surgiu-ha-um-seculo</guid>
	<description><![CDATA[
	 JC e-mail 3611, de 02 de Outubro de 2008.<br />
  	<br />
Aids surgiu há um século, diz estudo<br />
	 <br />
Análise genética das amostras mais antigas do HIV, de 1959 e 1960, sugere que vírus começou a infectar humanos já em 1900<br />
<br />
Ricardo Bonalume Neto escreve para a “Folha de SP”:<br />
<br />
O vírus da Aids começou a se espalhar entre seres humanos há bem mais tempo do que se imaginava até agora: em torno de um século atrás ele deixou as florestas da África central e começou a circular nas cidades que os colonizadores europeus construíam na região.<br />
<br />
A nova estimativa foi possível graças à descoberta de exemplares do vírus preservados em uma amostra de 1960 de tecido humano preservada em um hospital de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo. É a segunda amostra mais antiga do vírus -a outra, datada de 1959 e da mesma cidade, foi descrita em 1995.<br />
<br />
A comparação das seqüências do material genético das duas permitiu calcular que um ancestral comum dos dois vírus já existia em torno de 1900.<br />
<br />
As seqüências de DNA das amostras antigas, batizadas ZR59 e DRC60, diferem em 12%, o que indicaria um ancestral comum das duas meio século antes. O HIV evolui 1 milhão de vezes mais rápido que um animal, o que o torna um alvo difícil para a medicina.<br />
<br />
O estudo foi feito por uma equipe de 12 cientistas, liderados por Michael Worobey, da Universidade do Arizona em Tucson, EUA, e publicado na edição de hoje da revista científica britânica "Nature".<br />
<br />
"A considerável distância genética entre DRC60 e ZR59 demonstra diretamente que a diversificação do HIV-1 no centro-oeste da África ocorreu bem antes da pandemia reconhecia de Aids", escreveram Worobey e colegas.<br />
<br />
O HIV-1 possui três linhagens básicas. Uma delas, conhecida como grupo M, é a causa de mais de 95% dos casos de Aids em todo o mundo, lembra Paul Sharp, da Universidade de Edimburgo, Reino Unido. Ele comenta a descoberta na mesma edição da revista.<br />
<br />
"Conhecer a seqüência original, ancestral, do HIV-1 do grupo M e como ele evoluiu poderá ajudar os cientistas a desenvolver drogas e vacinas. Se você souber quais partes do genoma original do HIV-1 grupo M foram conservadas ao longo do tempo, esses genes podem codificar proteínas que são críticas à sobrevivência do HIV e improváveis de mudar muito no futuro", disse à Folha a epidemiologista Rosemary McKaig, do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, que co-patrocinou a nova pesquisa.<br />
<br />
Já Sharp é mais cético. "Conhecer a evolução do HIV-1 provê uma útil informação de fundo, mas pode não ter um impacto direto no desenvolvimento de drogas ou vacinas."<br />
<br />
"O estudo é muito importante porque mostra a evolução do vírus na circulação críptica [oculta] entre humanos", diz o brasileiro Paolo Zanotto, especialista em evolução de vírus do Instituto de Ciências Biomédicas das USP. Ele lembra que o agente causador da doença precisa de uma fase de adaptação para passar do chimpanzé ao homem, quando ele passa a "testar" a malha de transmissão humana -e, eventualmente, criar uma epidemia.<br />
<br />
No caso africano não há provas de como se deu a transmissão em maior escala no ser humano, mas os autores do estudo sugerem que isso tenha acontecido graças à urbanização. O vírus tenderia a se espalhar com o adensamento da população e a intensificação de comportamentos de risco.<br />
<br />
"O relevante para nós no Brasil hoje é que o estudo mostra que um vírus pode estar circulando, apesar de ainda não estar causando uma epidemia", diz Zanotto. O melhor exemplo, diz, é o subtipo 4 do vírus da dengue. Para ele, faz mais sentido agir antes nesses casos com medidas profiláticas do que "correr a reboque" da epidemia depois que ela começar.<br />
(Folha de SP, 2/10)<br />
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=59025 
	<h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3>
	<ul><li><a href="http://vaca.tipos.com.br/arquivo/2008/10/02/estamos-em-todos-os-lugares">Estamos em todos os lugares</a></li><li><a href="http://briguet.tipos.com.br/arquivo/2008/10/02/cancao-do-filho-perdido">Canção do filho perdido</a></li><li><a href="http://aveianopulso.tipos.com.br/arquivo/2008/10/02/el-aleph">El aleph</a></li></ul>
	]]></description>
	<category>Geral</category>
	<comments>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/10/02/aids-surgiu-ha-um-seculo</comments>
	<pubDate>Thu, 2 Oct 2008 16:57:40 -0300</pubDate>
</item><item>
	<title><![CDATA[Galáxias distantes fluem em direção a ponto específico no espaço]]></title>
	<link>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/10/01/galaxias-distantes-fluem-em-direcao-a-ponto-especifico-no-espaco</link>
	<guid>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/10/01/galaxias-distantes-fluem-em-direcao-a-ponto-especifico-no-espaco</guid>
	<description><![CDATA[
	 JC e-mail 3609, de 30 de Setembro de 2008.<br />
  	<br />
Astrônomo vê mistério em fluxo de galáxias distantes<br />
	 <br />
Parte da matéria do cosmo flui em direção a ponto específico no céu, diz estudo<br />
<br />
Igor Zolnerkevic escreve para a “Folha de SP”:<br />
<br />
Um grupo de astrônomos anunciou nesta semana a descoberta de uma tendência sutil, quase imperceptível, de galáxias distantes a seguirem na direção de um ponto no céu. O fenômeno foi batizado de "correnteza escura", para combinar com o nome dos outros dois mistérios que mais tiram o sono dos cosmólogos: a matéria escura e a energia escura.<br />
<br />
A matéria escura é abundante no Universo, mas invisível. Sabe-se que ela existe porque sua massa influencia o movimento das galáxias. Acredita-se que seja feita de partículas ainda não descobertas.<br />
<br />
A energia escura, então, é ainda mais misteriosa. Postulada para explicar a aceleração da expansão do espaço cósmico, não é feita de partículas, mas de algo de natureza desconhecida.<br />
<br />
A nova correnteza escura é um sutil movimento de centenas de galáxias em direção a um trecho no céu, entre as constelações Centauro e Vela. Segundo um dos autores da descoberta, Alexander Kashlinsky, da Nasa (agência espacial dos EUA), não há nada no Universo visível que arraste galáxias assim. "A distribuição de matéria não explica esse movimento."<br />
<br />
Kashlinsky observou como raios X emitidos pelo gás quente de 700 aglomerados de galáxias interferem na radiação de microondas que permeia todo o Universo. Essa radiação é a principal evidência de que todo o cosmo estava concentrado em um ponto, que explodiu há 14 bilhões de anos, no Big Bang.<br />
<br />
Analisando diferenças na temperatura da radiação de fundo ao redor de cada aglomerado de galáxias, Kashlinsky deduziu o movimento deles. Parte desse fluxo é devida à expansão acelerada do espaço. Outra parte vem da interação entre os aglomerados. Mas uma outra parte, que foi descoberta só agora por causa do grande número de galáxias estudadas, se deve à correnteza escura.<br />
<br />
Inflação cósmica<br />
<br />
O fenômeno é constante ao longo de pelo menos 1 bilhão de anos-luz de distância, que não se explica pelo acaso. Um movimento que privilegie uma direção única em relação à radiação cósmica de fundo vai contra leis conhecidas da cosmologia.<br />
<br />
Kashlinsky diz que a correnteza escura pode ser explicada por uma teoria ainda em debate, chamada de inflação cósmica. Uma violenta expansão do espaço, mais rápida que a velocidade da luz, teria ocorrido frações de segundo após o Big Bang. Isso explicaria, por exemplo, por que o Universo parece igual em todas as direções. A correnteza escura, então, seria o resquício da atração gravitacional de algo que hoje está além do Universo visível, mas que interagiu com a matéria dele antes da inflação.<br />
<br />
A explicação, porém, só funciona se for provado que a correnteza escura atua em todas as galáxias do Universo, algo que Kashlinsky especula em seu artigo, publicado na revista "Astrophysical Journal Letters". "Se a correnteza não se estender para o resto do Universo, então fica bem mais difícil de explicar", disse o físico à Folha.<br />
<br />
"Eles toparam com uma anomalia muito séria", diz o cosmólogo Raul Abramo, da USP. Para ele, porém, não está claro se a correnteza age em todo o cosmo. "É como ver uma estrada sumir no horizonte e supor que ela dá a volta na Terra."<br />
(Folha de SP, 27/9)<br />
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58966 
	<h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3>
	<ul><li><a href="http://briguet.tipos.com.br/arquivo/2008/10/01/so-po">Só pó</a></li><li><a href="http://briguet.tipos.com.br/arquivo/2008/10/01/antes">Antes</a></li><li><a href="http://lielson.tipos.com.br/arquivo/2008/10/01/metablogue">metablogue</a></li></ul>
	]]></description>
	<category>Geral</category>
	<comments>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/10/01/galaxias-distantes-fluem-em-direcao-a-ponto-especifico-no-espaco</comments>
	<pubDate>Wed, 1 Oct 2008 17:12:00 -0300</pubDate>
</item><item>
	<title><![CDATA[Brasileiros ganham prêmios internacionais em Matemática e Astrofísica]]></title>
	<link>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/30/brasileiros-ganham-premios-internacionais-em-matematica-e-astrofisica</link>
	<guid>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/30/brasileiros-ganham-premios-internacionais-em-matematica-e-astrofisica</guid>
	<description><![CDATA[
	 JC e-mail 3609, de 30 de Setembro de 2008.<br />
  	<br />
<b>Brasil conquista o primeiro lugar na Olimpíada Ibero-americana de Matemática</b><br />
	 <br />
País obteve duas medalhas de Ouro e duas de Prata, e foi o primeiro colocado entre 21 países participantes<br />
<br />
O Brasil conquistou duas medalhas de ouro e duas de prata na 23ªOlimpíada Ibero Americana de Matemática, que aconteceu de 20 a 28 de setembro na cidade de Salvador – Bahia. O time brasileiro obteve também a maior pontuação total da competição ficando em primeiro lugar com 155 pontos.<br />
<br />
Os estudantes: Henrique Pondé de Oliveira Pinto, de Salvador (Bahia), que atualmente estuda na cidade de São Paulo (SP), obteve a medalha de ouro atingindo a pontuação máxima da prova com 42 pontos, enquanto Ramon Moreira Nunes, de Fortaleza (CE) também conquistou a medalha de ouro com 39 pontos. Os responsáveis pelas medalhas de prata foram Régis Prado Barbosa, de Fortaleza (CE) e Renan Henrique Finder, de Joinville (SC), que atualmente estuda na cidade de São Paulo.<br />
<br />
A Olimpíada é realizada desde 1985 com a colaboração dos Ministérios de Educação e de Sociedades de Matemática junto a um importante grupo de professores e alunos. Os objetivos principais da competição são fortalecer e estimular o estudo da Matemática, contribuir para o desenvolvimento científico da comunidade ibero-americana, detectar jovens talentos nesta ciência e incentivar uma troca experiências entre os participantes.<br />
<br />
Este ano participaram da competição as delegações de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Espanha, Guatemala, Honduras,México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, representados por equipes de até quatro alunos, totalizando 81 estudantes.<br />
<br />
O Brasil participa da competição desde 1985, já tendo conquistado um total de 81 medalhas, sendo 44 de ouro, 27 de prata e 10 de bronze.<br />
<br />
A participação brasileira nestas competições é organizada através da Olimpíada Brasileira de Matemática, iniciativa realizada nas modalidades de ensino fundamental, médio e superior nas instituições públicas e privadas de todo o Brasil que atualmente atinge cerca de 350 mil.<br />
<br />
A Olimpíada Brasileira é um projeto conjunto da Sociedade Brasileira de Matemática, do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e conta com o apoio do CNPq, Instituto do Milênio Avanço Global e Integrado da Matemática Brasileira e da Academia Brasileira de Ciências.<br />
(Com informações da Assessoria de Comunicação da Olimpíada Brasileira de Matemática)<br />
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58948<br />
<br />
>>>>>>>>>>>>>>>>><br />
<br />
 JC e-mail 3609, de 30 de Setembro de 2008.<br />
  	<br />
<b>Astrofísica brasileira ganha Prêmio Trieste 2008</b><br />
	 <br />
Beatriz Barbuy foi contemplada com o prêmio, oferecido pela Academia de Ciências do Mundo em Desenvolvimento (TWAS), em parceria com o Illycafèe, na categoria Ciências do Espaço, inclusive Astrofísica, Ciências do Oceano e Atmosféricas<br />
<br />
A astrofísica foi agraciada por sua grande contribuição ao estudo da evolução da composição química das estrelas. O outro contemplado foi o engenheiro e físico indiano Roddam Narasimha, por seu trabalho em dinâmica dos fluídos e turbulência.<br />
<br />
O prêmio de cem mil dólares, dividido pelos dois agraciados, é administrado pela TWAS e Illycafèe, em colaboração com a cidade de Trieste e a Fondazione Internazionale per il Progresso e la Libertà delle Scienze.<br />
<br />
A cerimônia de entrega, presidida pelo presidente da TWAS e da ABC, Jacob Palis , ocorreu em 27 de setembro, em Trieste, com a presença do prefeito da cidade.<br />
(Informações do boletim Notícias da ABC)<br />
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58949 
	<h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3>
	<ul><li><a href="http://amaranta.tipos.com.br/arquivo/2008/09/30/as-minhas-nas-suas">as minhas nas suas</a></li><li><a href="http://vaca.tipos.com.br/arquivo/2008/09/30/vaca-star-wars-ii-o-qg-contra-ataca">Vaca Star Wars II: O QG Contra-Ataca</a></li><li><a href="http://galvez.tipos.com.br/arquivo/2008/09/30/uns-preferem-mailson-eu-prefiro-marcos">Uns preferem Maílson. Eu prefiro Marcos</a></li></ul>
	]]></description>
	<category>Geral</category>
	<comments>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/30/brasileiros-ganham-premios-internacionais-em-matematica-e-astrofisica</comments>
	<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 17:12:24 -0300</pubDate>
</item><item>
	<title><![CDATA[José Goldemberg ataca plano do clima de Lula]]></title>
	<link>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/29/jose-goldemberg-ataca-plano-do-clima-de-lula</link>
	<guid>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/29/jose-goldemberg-ataca-plano-do-clima-de-lula</guid>
	<description><![CDATA[
	 JC e-mail 3608, de 29 de Setembro de 2008.<br />
  	<br />
José Goldemberg ataca plano do clima de Lula<br />
	 <br />
Para o físico, o documento oficial, que será posto em consulta pública na segunda, é tão ruim que "nem vale a pena fazer sugestões" a ele<br />
<br />
Claudio Angelo escreve para a “Folha de SP”:<br />
<br />
O novo Plano Nacional de Mudança Climática é um retrocesso em relação às posições que o próprio governo vinha defendendo nas negociações globais de clima. A opinião é de José Goldemberg, professor da USP, um dos principais especialistas em política climática do país.<br />
<br />
"Não vejo como melhorar o plano", disse Goldemberg à Folha. Para ele, o documento oficial, que será posto em consulta pública na segunda, é tão ruim que "nem vale a pena fazer sugestões" a ele.<br />
<br />
O plano proposto pelo governo não fixa metas numéricas nem prazos para a redução do desmatamento, responsável por dois terços dos gases-estufa brasileiros. Limita-se a propor, com base nos programas atuais, que o desmatamento ilegal seja um dia reduzido a zero.<br />
<br />
Sobre energia, o plano apenas lista medidas voluntárias e já em curso que podem, direta ou indiretamente, levar a alguma redução das emissões.<br />
<br />
Segundo Goldemberg, ao se abster de compromissos, o plano recua do acordo de Bali, fechado em 2007, que teve apoio do Brasil. Na negociação, os países em desenvolvimento se comprometeram a adotar medidas "mensuráveis, reportáveis e verificáveis" de redução de emissões.<br />
<br />
"O mínimo que eu esperava do plano nacional é que tivesse ações voluntárias mensuráveis, verificáveis e reportáveis para a Amazônia", diz o físico.<br />
<br />
A Folha não encontrou ontem a secretária nacional do clima, Suzana Kahn, para comentários.<br />
(Folha de SP, 27/9)<br />
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58927 
	<h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3>
	<ul><li><a href="http://galvez.tipos.com.br/arquivo/2008/09/29/questiunculas-e-quinquilharias-n4">Questiúnculas e quinquilharias nº4</a></li><li><a href="http://tribunal.tipos.com.br/arquivo/2008/09/29/as-coisas-como-elas-sao">As coisas como elas são</a></li><li><a href="http://grota.tipos.com.br/arquivo/2008/09/29/nos-de-karina-yamada">nós, de karina yamada</a></li></ul>
	]]></description>
	<category>Geral</category>
	<comments>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/29/jose-goldemberg-ataca-plano-do-clima-de-lula</comments>
	<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 16:42:13 -0300</pubDate>
</item><item>
	<title><![CDATA[Plano Nacional de Mudança Climática]]></title>
	<link>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/27/plano-nacional-de-mudanca-climatica</link>
	<guid>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/27/plano-nacional-de-mudanca-climatica</guid>
	<description><![CDATA[
	 JC e-mail 3607, de 26 de Setembro de 2008.<br />
  	<br />
Ministros apresentam Plano Nacional de Mudança Climática<br />
	 <br />
Texto ficará disponível para consulta até outubro e prevê ações como a ampliação do uso de energias renováveis<br />
<br />
Os ministros da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende, e do Meio Ambiente (MMA), Carlos Minc, apresentaram nesta quinta-feira (25), em Brasília (DF), o Plano Nacional de Mudança Climática. O documento ficará disponível para consulta pública de segunda-feira (29) a 31 de outubro deste ano.<br />
<br />
A previsão do Governo Federal é apresentar a versão definitiva do Plano no final de novembro, antes da realização da próxima Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), que será realizada em dezembro, na Polônia.<br />
<br />
O Plano Nacional reúne ações que serão colocadas em prática em todo o País e tem por objetivo combater as mudanças globais do clima e enfrentar as conseqüências dessas alterações. O texto que será disponibilizado para consulta foi elaborado pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), que é formado por representantes de 16 ministérios, entre eles o MCT, e por integrantes do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que são coordenados pela Casa Civil.<br />
<br />
Entre as ações previstas no Plano está o aumento da participação das fontes renováveis e de energias limpas na matriz energética do Brasil, redução no consumo de energia - incluindo um programa de troca de aparelhos de geladeiras, que também permitirá a redução na emissão de gases do efeito estufa -, redução nas emissões de gases no setor de petróleo, conservação de Biomas, aumento da sustentabilidade da agropecuária, melhoria do desempenho da indústria, gestão de resíduos e melhoria do setor de transportes.<br />
<br />
De acordo com o Plano, apenas com a substituição do carvão mineral pelo carvão vegetal renovável é possível diminuir em 3 toneladas a emissão de CO2, por tonelada de ferro processado na siderurgia. Com essa medida, o que se pretende é estimular o uso de carvão vegetal renovável de origem legal na siderurgia nacional, explica o ministro Carlos Minc.<br />
<br />
Ele também destacou uma série de ações de eficiência energética que integram o Plano, como o Programa Brasileiro de Etiquetagem, Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados de Petróleo e Gás Natural (Conpet), além de outros. Uma das principais medidas dentro dessa linha é a substituição de 10 milhões de geladeiras antigas, em 10 anos, por novos modelos.<br />
<br />
"Somente com essa mudança, podemos economizar 14 terawatt-hora (TWh) - 1 tera eqüivale a 1 trilhão de watts - e reduzir em mais de sete milhões de toneladas de CO2 a emissão de gases pela não geração da energia elétrica, além da retirada de cerca de cinco milhões de toneladas de CFC, gás nocivo à camada de ozônio", disse.<br />
<br />
Para o ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende, a apresentação do Plano Nacional é mais uma demonstração da preocupação do Brasil com o meio ambiente e com as mudanças que vêm ocorrendo no clima. O ministro fez um resgate das discussões sobre os efeitos da ação do homem sobre o clima, lembrando a realização, no Rio de Janeiro, da Eco 92.<br />
<br />
"Foi a partir desta conferência que foram tomadas várias decisões. Foi um momento importante e, a partir desse encontro, passou-se a discutir mais sobre o meio ambiente e os riscos causados pelas mudanças climáticas", disse.<br />
<br />
Rezende destacou que o MCT está envolvido nesta discussão há vários anos e lembrou a criação, em 1994, da Coordenação Geral de Mudanças Globais de Clima. Segundo ele, ao longo dos anos, o MCT foi assumindo um papel importante neste debate. O ministro falou ainda que o Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação (PAC,T&I 2007/2010), lançado em novembro do ano passado, tem entre suas quatro prioridades uma específica, que trata da Pesquisa e Desenvolvimento em Áreas Estratégicas.<br />
<br />
"Uma dessas áreas estratégicas é justamente a de mudanças climáticas. Além desta, há no Plano outras seis áreas co,mo biocombustíveis e Amazônia, que tem relação direta com esse debate", disse. Rezende citou também o lançamento, no ano passado, da Rede-Clima de pesquisa, que vai gerar e disseminar conhecimento para que o Brasil possa responder às demandas e desafios provocados pelas mudanças climáticas globais.<br />
<br />
Outra ação do MCT na área de mudanças climáticas destacada por Rezende é o investimento feito na compra de um supercomputador, que será instalado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT).<br />
<br />
O novo equipamento dará ao País a possibilidade de desenvolver um modelo climático próprio, que, ao entender melhor o impacto das mudanças climáticas em seu território, abrirá caminhos para que políticas públicas sejam elaboradas para diminuir os efeitos sociais, ambientais e econômicos do aquecimento global.<br />
(Assessoria de Comunicação do MCT)<br />
<br />
Plano só prevê medidas voluntárias de redução de emissões<br />
<br />
A versão prévia do Plano Nacional de Mudança Climática, apresentada pelos ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da C&T, Sergio Rezende, não determina metas obrigatórias de redução de emissões de gases do efeito estufa. As medidas serão todas voluntárias, tanto para o governo quanto para o setor produtivo. O documento passará por consulta pública antes de ser enviado à sanção presidencial.<br />
<br />
Segundo Minc, apesar de não definir metas, o plano “tem objetivos” setoriais. “Ter meta é fácil, difícil é convencer os setores, ter recursos. Em suma, a gente sempre pode fazer uma meta mais ousada, mas temos que compatibilizar o que a gente quer com cada setor. É como dizem 'tem que combinar com os russos', com os setores que vão ter que adotar medidas para reduzir emissões”, justificou Minc.<br />
<br />
Entre os mecanismos listados pelo plano para redução das emissões brasileiras de gases do efeito estufa, principalmente do dióxido de carbono (CO2), estão programas de eficiência energética, estímulo à produção de energias renováveis, fortalecimento dos biocombustíveis e “ações agressivas” de reflorestamento.<br />
<br />
Sem detalhar como, o plano estima que a Petrobras evitará a emissão de mais de 20 milhões de toneladas de CO2 até 2012. Outro avanço que o governo espera conseguir voluntariamente do setor produtivo é a substituição de carvão mineral por carvão vegetal – renovável, de madeira reflorestada – na indústria siderúrgica.<br />
<br />
Entre as ações de eficiência energética, o plano lista programas governamentais que já existem, como o Programa Nacional de Energia Elétrica (Procel) e os incentivos para troca de geladeiras que ainda utilizam gás clorofluorcarbono (CFC).<br />
<br />
Segundo a secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Suzana Kahn, apesar de não serem novidades, as medidas deverão ganhar efetividade com o plano. “Não adiantava ter os programas, se não eram implementados. O plano vai criar a obrigação de tirar essas ações do papel”, argumentou.<br />
<br />
Não há previsão do custo total de implantação das medidas previstas pelo plano. De acordo com o documento, os instrumentos econômicos serão detalhados na segunda versão. A previsão é que os recursos venham do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do recém-criado Fundo Amazônia e de aportes da iniciativa privada.<br />
(Agência Brasil)<br />
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58891 
	<h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3>
	<ul><li><a href="http://bufonada.tipos.com.br/arquivo/2008/09/27/esse-cafe-ja-nao-passou">Esse café já não passou?</a></li><li><a href="http://gabi.tipos.com.br/arquivo/2008/09/26/mire-e-veja">Mire e Veja</a></li><li><a href="http://joao.tipos.com.br/arquivo/2008/09/26/sobre-as-definicoes-do-amor">Sobre as definições do amor</a></li></ul>
	]]></description>
	<category>Geral</category>
	<comments>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/27/plano-nacional-de-mudanca-climatica</comments>
	<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 16:00:00 -0300</pubDate>
</item><item>
	<title><![CDATA[Terceira missão tripulada chinesa ao espaço]]></title>
	<link>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/26/terceira-missao-tripulada-chinesa-ao-espaco</link>
	<guid>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/26/terceira-missao-tripulada-chinesa-ao-espaco</guid>
	<description><![CDATA[
	 JC e-mail 3606, de 25 de Setembro de 2008.<br />
 Chineses partem hoje para fazer caminhada espacial<br />
	 <br />
Terceira missão tripulada visa preparar país para construir laboratório orbital<br />
<br />
Raul Juste Lores escreve para a “Folha de SP”:<br />
<br />
A China lança hoje sua terceira missão tripulada ao espaço. No sábado, pela primeira vez, um astronauta chinês deve fazer uma caminha espacial, saindo por 40 minutos da nave.<br />
<br />
A Shenzhou-7 decolará por volta das 22h (11h em Brasília) da base de Jiuquan, na Província de Gansu, noroeste do país. Ficará 68 horas em órbita, a 341 quilômetros de altitude. Shenzhou quer dizer "nave divina".<br />
<br />
Apenas ontem foi revelada a identidade dos três taikonautas (astronautas chineses) que estarão a bordo: Zhai Zhigang, Liu Boming e Jing Haipeng, os três de 42 anos de idade e que trabalham há dez anos juntos.<br />
<br />
Zhai é quem deve sair da nave -sua caminhada será transmitida ao vivo no país (16h30 de sábado em Pequim, 5h30 em Brasília). Ele vai apanhar amostras do lado de fora do módulo orbital e trazê-las de volta. Outro taikonauta ficará dando apoio dentro do módulo, e o terceiro permanecerá no módulo de reentrada (parte da nave que trará o trio de volta).<br />
<br />
Altas ambições<br />
<br />
O vôo de hoje da Shenzhou é o próximo passo lógico no programa espacial tripulado chinês, que tem a pretensão de desenvolver um laboratório orbital próprio e realizar uma missão tripulada à Lua em 2017.<br />
<br />
Em 2003, a China se tornou o terceiro país a mandar um homem ao espaço, depois de EUA e Rússia. Em outubro do ano passado, lançou uma sonda lunar -o quinto país a fazê-lo.<br />
<br />
Uma equipe de 6.000 pessoas trabalhou na missão. Há planos para 239 cenários de emergência e cinco navios de assistência e monitoramento, quatro no oceano Pacífico e um no oceano Atlântico.<br />
<br />
A cápsula com os taikonautas deve pousar no domingo na região da Mongólia Interior. A foto dos três está na capa de jornais e páginas da internet de toda a China. O pioneiro astronauta do país, Yang Liwei, foi o primeiro chinês selecionado a carregar a tocha olímpica em sua chegada a Pequim.<br />
<br />
"Como astronautas, nossa maior honra é representar a Pátria e fazer essa expedição pelo espaço", disse Zhai, chefe da missão. Seu filho de 14 anos se chama Tianxiong, que quer dizer "herói do céu".<br />
<br />
Estima-se que o país gaste cerca de US$ 3 bilhões por ano em seu programa espacial, que inclui um acordo de cooperação com o Brasil, nos satélites CBERS. Os avanços chineses estão provocando uma corrida espacial entre seus rivais asiáticos, Japão e Índia.<br />
<br />
"A China é hoje uma potência militar e espacial", diz Gilberto Câmara, diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). "Sua tecnologia mostra sofisticação e qualidade crescentes, e os EUA efetivamente têm receios. Procuram restringir o progresso chinês ao restringir o acesso deles à tecnologia americana."<br />
<br />
Respingos desse temor se fazem sentir até no Brasil: empresas aeroespaciais brasileiras não conseguem comprar componentes americanos para os satélites Cbers devido a barreiras impostas pelos EUA à venda de tecnologia de uso dual para a China e seus parceiros.<br />
<br />
A China começou a ter ambições espaciais nos anos 1950, com assistência soviética, mas aquela parceria terminou em 1960, com a ruptura do então ditador Mao Tsé-tung e do soviético Nikita Kruschev. Nos anos 1970, programas parecidos foram cancelados por falta de recursos. (Com Reuters)<br />
(Folha de SP, 25/9)<br />
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58877 
	<h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3>
	<ul><li><a href="http://adevogados.tipos.com.br/arquivo/2008/09/26/num-guenta-bebe-o-leite">Num güenta bebe o leite</a></li><li><a href="http://ombudsman.tipos.com.br/arquivo/2008/09/26/rir-para-nao-chorar">rir para não chorar.</a></li><li><a href="http://grota.tipos.com.br/arquivo/2008/09/26/booker-no-fest-rio-e-porta-curtas">booker no fest rio e porta curtas</a></li></ul>
	]]></description>
	<category>Geral</category>
	<comments>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/26/terceira-missao-tripulada-chinesa-ao-espaco</comments>
	<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 16:04:06 -0300</pubDate>
</item><item>
	<title><![CDATA[Evolução cósmica]]></title>
	<link>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/25/evolucao-cosmica</link>
	<guid>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/25/evolucao-cosmica</guid>
	<description><![CDATA[
	 JC e-mail 3605, de 24 de Setembro de 2008.<br />
  	<br />
Ciência Hoje On-line: A evolução cósmica, coluna de Adilson de Oliveira<br />
	 <br />
Colunista traça paralelo entre o desenvolvimento da vida na Terra e as transformações do universo<br />
<br />
Os seres vivos são fruto de um processo de evolução que está em ação nos últimos milhões de anos. O universo também é objeto de um processo similar, que opera em uma escala bem diferente, da ordem de bilhões de anos.<br />
<br />
Em sua coluna deste mês, Adilson de Oliveira traça um paralelo entre as evoluções cósmica e biológica e explica o processo de expansão do universo após o Big Bang.<br />
<br />
<b>Leia a coluna completa na “CH On-line”, que tem conteúdo exclusivo atualizado diariamente: http://cienciahoje.uol.com.br/128785<br />
</b><br />
<br />
<br />
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58855 
	<h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3>
	<ul><li><a href="http://gisele.tipos.com.br/arquivo/2008/09/25/e-a-colheita">:: e a colheita...</a></li><li><a href="http://espiritodeporco.tipos.com.br/arquivo/2008/09/25/sem-encaixe">Sem encaixe</a></li><li><a href="http://vaca.tipos.com.br/arquivo/2008/09/25/vaca-evolucionismo">Vaca Evolucionismo</a></li></ul>
	]]></description>
	<category>Geral</category>
	<comments>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/25/evolucao-cosmica</comments>
	<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 20:00:00 -0300</pubDate>
</item><item>
	<title><![CDATA[Descoberto o maior dinossauro brasileiro]]></title>
	<link>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/24/descoberto-o-maior-dinossauro-brasileiro</link>
	<guid>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/24/descoberto-o-maior-dinossauro-brasileiro</guid>
	<description><![CDATA[
	 JC e-mail 3604, de 23 de Setembro de 2008.<br />
 Descoberto em Minas Uberabatitan ribeiroi, o maior dinossauro brasileiro<br />
	 <br />
O estudo de detalhes de seus elementos ósseos permite afirmar que poderia atingir de 15 a 20 metros de comprimento, 3,5 metros de altura e peso estimado entre 12 e 16 toneladas<br />
<br />
A parceria entre o Depto. de Geologia da UFRJ, o Museu dos Dinossauros de Uberaba, e a Universidad Nacional del Comahue, Argentina, com apoio da Faperj e Fapemig, apresentará nesta quarta-feira, 24/9, às 10h, na Casa da Ciência da UFRJ, réplica do maior dinossauro brasileiro Uberabatitan ribeiroi, fóssil descoberto em Uberaba, Minas Gerais.<br />
<br />
Os dados são proporcionais ao tamanho do animal: sua descoberta é resultado da maior escavação paleontológica já realizada no país, que durou quatro anos, envolveu a maior equipe de especialistas brasileiros para sua reconstituição, representa uma das mais relevantes descobertas paleontológicas feitas no país e constitui o maior dinossauro já descrito no Brasil.<br />
<br />
Durante a escavação foram encontrados 198 fósseis de três indivíduos, sendo um pequeno, um médio e um de grande porte. O último e o maior dos dinossauros do Brasil viveu há 65 milhões de anos e foi reconstituído usando como referência uma réplica do indivíduo de porte médio, a partir da cópia de dezenas de fósseis e de uma reconstrução digital dos elementos não encontrados.<br />
<br />
O estudo de detalhes de seus elementos ósseos permite afirmar que poderia atingir de 15 a 20 metros de comprimento, 3,5 metros de altura e peso estimado entre 12 e 16 toneladas.<br />
<br />
A exposição estará aberta ao público de 25 de setembro a 24 de outubro. De terça a sexta, das 9 às 20h e sábados, domingos e feriado, das 10 às 20h, na Casa da Ciência, que fica na Rua Lauro Muller, 3 – Botafogo.<br />
(Informações da Assessoria de Comunicação da Faperj) <br />
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58806 
	<h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3>
	<ul><li><a href="http://gisele.tipos.com.br/arquivo/2008/09/24/ando-meio-desligada_2">:: ando, meio desligada...</a></li><li><a href="http://marina.tipos.com.br/arquivo/2008/09/24/tem-que-rir">Tem que rir.</a></li><li><a href="http://espiritodeporco.tipos.com.br/arquivo/2008/09/24/frases-do-dia">Frases do dia</a></li></ul>
	]]></description>
	<category>Geral</category>
	<comments>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/24/descoberto-o-maior-dinossauro-brasileiro</comments>
	<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 19:05:00 -0300</pubDate>
</item><item>
	<title><![CDATA[LHC pára por dois meses]]></title>
	<link>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/23/lhc-para-por-dois-meses</link>
	<guid>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/23/lhc-para-por-dois-meses</guid>
	<description><![CDATA[
	 JC e-mail 3603, de 22 de Setembro de 2008.<br />
  	<br />
Aquecimento pára LHC por dois meses<br />
	 <br />
Falha no superacelerador de partículas recém-inaugurado atrasa cronograma e recriação do Big Bang fica para 2009<br />
<br />
Marcelo Ninio escreve para a “Folha de SP”:<br />
<br />
O Big Bang vai ter que esperar. Com pouco mais de uma semana de funcionamento, a maior máquina do mundo teve que parar devido a um vazamento de gás. A falha levará o superacelerador de partículas LHC (Grande Colisor de Hádrons, na sigla em inglês), inaugurado no dia 10 com a promessa de desvendar a origem do Universo, a ficar dois meses fora de operação.<br />
<br />
Embora o problema tenha acontecido na sexta-feira, só anteontem ele foi tornado público pelo Cern, o centro de pesquisas nucleares que construiu o LHC. Com isso, as reais dimensões do acidente ficaram mais evidentes.<br />
<br />
Segundo a instituição européia, na sexta-feira, "uma grande quantidade" de gás hélio vazou num dos setores do túnel de 27 quilômetros que forma o superacelerador de partículas.<br />
<br />
O hélio, junto com hidrogênio líquido, é usado para resfriar o equipamento a sua temperatura operacional, que é próxima do zero absoluto, mais baixa que no espaço. Com a falha, 100 dos mais de 9 mil ímãs do LHC aqueceram e a operação teve que ser suspensa.<br />
<br />
A brigada antiincêndio foi acionada após o vazamento de uma tonelada de hélio na "caverna", como os cientistas chamam partes do LHC, embora o gás não seja inflamável.<br />
<br />
O Cern informou que será aberta investigação para apurar a origem da falha e que a máquina ficará pelo menos dois meses parada. "A falha poderia ser rapidamente reparada, o que leva tempo é o aquecimento e, depois, o novo resfriamento", explicou à Folha Mauro Rogério Cosentino, um dos cerca de 60 brasileiros que trabalham no Cern.<br />
<br />
Cosentino admitiu estar "desapontado" com o problema, que atrasa a recriação do Big Bang, principal objetivo do projeto. No LHC, um túnel circular de 27 quilômetros situado cem metros abaixo da fronteira entre França e Suíça, os cientistas da Cern pretendem recriar as condições da grande explosão que, acredita-se, deu origem ao Universo.<br />
<br />
Com a interrupção, a colisão frontal de partículas à velocidade da luz planejada para recriar as condições do Big Bang só deve começar a ocorrer na intensidade necessária no começo do próximo ano.<br />
<br />
Velho conhecido<br />
<br />
Segundo James Gillies, porta-voz do LHC, problemas semelhantes ao registrado na sexta-feira também ocorreram quando outros importantes aceleradores de partículas entraram em funcionamento.<br />
<br />
Tanto o Fermilab, nos arredores de Chicago, quanto o Laboratório Nacional Brookhaven (New York) tiveram problemas com seus equipamentos supercondutores, segundo Gillies. "Porém, depois de reparados, eles ficaram bastante estáveis", disse.<br />
<br />
No caso do LHC, os danos totais causados pela falha mecânica da sexta-feira ainda serão melhor avaliados hoje.<br />
<br />
Segundo o porta-voz do acelerador de partículas, especialistas ainda vão descer no túnel de 27 quilômetros para fazer novas inspeções.<br />
<br />
"Suspeito que talvez hoje nós teremos mais [informações]", disse Gillies.<br />
<br />
Não é apenas a recriação do Big Bang que vai esperar. Com a primeira falha importante na vida do LHC, o sonho dos cientistas de começarem a fazer colisões simples de prótons no máximo até outubro também está interrompido.<br />
<br />
Empolgados com os testes inicias feitos no acelerador de partículas ainda no dia da inauguração, alguns pesquisadores acreditavam até que os choques entre prótons já seriam observados ainda em setembro. Mas, agora, o LHC ficará em obras pelo menos até novembro.<br />
(Folha de SP, 22/9)<br />
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58788 
	<h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3>
	<ul><li><a href="http://fermendonca.tipos.com.br/arquivo/2008/09/23/id-rather-dance">I´d rather dance</a></li><li><a href="http://lielson.tipos.com.br/arquivo/2008/09/23/premio-jabuti-2008">Prêmio Jabuti 2008</a></li><li><a href="http://beethoven.tipos.com.br/arquivo/2008/09/22/trois-couleurs-bleu">Trois Couleurs: Bleu.</a></li></ul>
	]]></description>
	<category>Geral</category>
	<comments>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/23/lhc-para-por-dois-meses</comments>
	<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 16:21:00 -0300</pubDate>
</item><item>
	<title><![CDATA[ Mestres viram doutores e acabam demitidos em universidades privadas]]></title>
	<link>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/22/mestres-viram-doutores-e-acabam-demitidos-em-universidades-privadas</link>
	<guid>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/22/mestres-viram-doutores-e-acabam-demitidos-em-universidades-privadas</guid>
	<description><![CDATA[
	 JC e-mail 3602, de 19 de Setembro de 2008.<br />
 Mestres viram doutores e acabam demitidos em universidades privadas<br />
	 <br />
Eles perdem o cargo porque se tornam mais caros para as escolas<br />
<br />
Jorge Félix escreve para o “Valor Econômico”:<br />
<br />
A falta de mão-de-obra qualificada é uma das maiores ameaças ao crescimento econômico, segundo alguns economistas, empresas ou mesmo o governo. O país forma mais de 10 mil doutores por ano. No entanto, esta elite do meio acadêmico brasileiro, cada vez mais, encontra dificuldades para arranjar emprego, sobretudo nas universidades, responsáveis pela preparação de profissionais de ponta, supostamente, tão exigidos pelo mercado de trabalho.<br />
<br />
O problema ocorre, de acordo com o Sindicato dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes), na rede privada, onde as demissões de professores com doutorado ou livre-docência, nos últimos cinco anos, são observadas com freqüência, logo após a obtenção do título acadêmico.<br />
<br />
"Quando fui fazer a homologação da rescisão de meu contrato de trabalho no sindicato, tive uma surpresa: encontrei quatro outros professores de direito", relata José Cretella Neto, ex-docente da Universidade Paulista (Unip), a maior do país em número de alunos, demitido em 2004, meses depois de receber a livre-docência.<br />
<br />
"Dois desses colegas tinham obtido o doutorado na USP, como eu. Um outro, na Universidade Complutense de Madri, Espanha. Finalmente, o último, na Universidade de Nagoya, no Japão. Perguntei o porquê de estarmos sendo dispensados e todos me deram a mesma informação: redução de custos", conta.<br />
<br />
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, as universidades devem ter um terço do corpo docente formado por mestres ou doutores. Em geral, esses professores titulados recebem um percentual a mais por hora/aula. "Como a lei exige de forma vaga, as universidades privadas preferem ter um terço de mestres e nenhum doutor. Preferem também especialistas com cursos lato sensu", afirma Cretella.<br />
<br />
O professor, no entanto, faz questão de sublinhar que as universidades cumprem a lei, mas defende que a lei precisa mudar porque "a economia de custos das universidades para fazer frente à concorrência" está comprometendo a qualidade do ensino superior.<br />
<br />
"Não é a realidade", afirma Hermes Ferreira Figueiredo, presidente do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semesp) e proprietário da Universidade Cruzeiro do Sul. "Casos isolados podem dar a impressão de que há um movimento de demissão, mas isso não é uma rotina no setor", garante.<br />
<br />
Segundo ele, o país está formando mais doutores, as universidades privadas estão empregando mais titulados, porém, a demanda continua inferior à oferta desta mão-de-obra. "O número de doutores depende do programa pedagógico de cada instituição, a universidade é como qualquer empresa, há uma avaliação de desempenho, não publicou durante o ano, será dispensado", diz Figueiredo.<br />
<br />
O presidente do Andes, Ciro Teixeira Correia, discorda: "A situação é séria e se dá pelo descontrole do governo sobre o setor privado, muitos professores estão escondendo o título de doutorado".<br />
<br />
De acordo com ele, a solução passa por adaptar o sistema privado às regras das universidades públicas, onde há o regime de dedicação exclusiva. "Isso faz toda a diferença na qualidade do ensino. O professor-horista não tem vínculo com a universidade, esta falta de comprometimento reduz a produção de pesquisa e sem ela o conhecimento não avança e o ensino fica pior", acredita.<br />
<br />
Figueiredo rebate: "Uma universidade numa cidadezinha de Tiririca da Serra não tem condição de contratar um doutor por tempo integral para pesquisar e em nenhum lugar está escrito ou provado que um doutor é melhor professor do que um profissional com experiência".<br />
<br />
Segundo Figueiredo, o mercado de trabalho para doutores é "quase exclusivo" em universidades e, diante do aumento do número de titulados, está ocorrendo uma "pressão das corporações" pelo crescimento de vagas. Para ele, as demissões podem ocorrer por supressão de cursos, por exemplo.<br />
<br />
Somente uma pesquisa detalhada poderia comprovar os motivos reais. Apesar de afirmar que as demissões têm pouca relação com os custos, Figueiredo reconhece que a exigência por mais professores titulados aumenta as despesas: "É fácil falar em ensino mais caro por uma mensalidade menor, mas esta equação não fecha". Se o motivo das demissões é de difícil aferição, as conseqüências já foram medidas.<br />
<br />
No Índice Geral de Cursos, avaliação das instituições divulgada pelo Ministério da Educação no início do mês, apenas 4,9% das universidades privadas receberam notas máximas (4 ou 5), sendo que as maiores do país ficaram entre as 40 piores na lista de 173 avaliadas.<br />
<br />
O Valor consultou o site de várias universidades privadas e constatou que poucas atendem à portaria 2.864/2005, que obriga a divulgação nominal do corpo docente de cada curso, indicando a área de conhecimento, titulação, qualificação profissional e regime de trabalho (inciso IV).<br />
<br />
A maioria dos sites está preocupada em convencer o potencial aluno de que as instituições oferecem qualificação profissional, ampliando as chances no mercado de trabalho e nenhuma delas informa o número de alunos por turma que, em muitos casos, passa de 100, obrigando o professor a dar aula com microfone como em cursinhos pré-vestibular.<br />
<br />
"Isto tudo decorre da falta de fiscalização por parte do governo", acusa Correia. É justamente essa promessa que faz o Ministério da Educação em resposta a onda de demissões de doutores: ampliar o cerco às instituições privadas.<br />
<br />
O secretário de Ensino Superior do MEC, Ronaldo Motta, reconhece que o problema "é sério", mas acredita que será evitável à medida que os processos de regulação e supervisão tornem-se mais rigorosos, segundo ele, como tem sido a prática recente.<br />
<br />
No caso, o próprio IGC. O índice contempla entre suas variáveis o corpo docente, quanto à titulação ("valorizando sobremaneira os doutores") e o regime de trabalho (identificando negativamente a presença excessiva de horistas).<br />
<br />
Como agora a divulgação será anual, Motta garante que a tendência será de queda na avaliação das instituições com baixo número de doutores.<br />
<br />
"Quem agir assim, demitindo seus doutores, será certamente identificado na avaliação institucional e será penalizado com a assinatura de um protocolo de compromisso, tal como expresso na Lei dos Sinaes", diz, referindo-se ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, criado em 2004. Motta, porém, ressalta que não há uma regra universal que aponte que todos os professores devam ter dedicação exclusiva.<br />
<br />
No Senado Federal, um projeto-de-lei (PL) começou a tramitar, há um ano, para obrigar as universidades privadas a estabelecer um corpo docente formado de, pelo menos, 25% de doutores, 50% de mestres (ou doutores) e 40% de professores em regime de trabalho em tempo integral.<br />
<br />
A agilidade na tramitação e a aprovação do PL dependem, no entanto, da vontade do governo de defender a idéia, pois a relatoria estava com um senador do PT, Siba Machado, suplente da ex-ministra Marina Silva, que retornou ao cargo.<br />
<br />
"A educação superior no Brasil tem dado passos gigantescos nos últimos anos. Mas são passos capengas", diz Arthur Virgilio Neto (PSDB-AM), autor do PL. "O número de cursos e alunos aumenta, mas a qualidade cai. Por que isso ocorre? Pela massificação desacompanhada de rigor na composição do corpo docente, o que repercute na tímida atuação das universidades brasileiras no campo das pesquisas. É isso que pretendo corrigir", justifica o senador. A idéia, porém, foi recebida com protestos pelas universidades.<br />
<br />
Até mesmo instituições que contratam um grande número de professores titulados, como as PUCs, reagiram à criação desta obrigatoriedade legal. Segundo o Andes, a concorrência no setor tem empurrado as universidades tradicionais a adaptarem-se às regras de mercado.<br />
<br />
"A aprovação desta lei seria descabida. Não é o Legislativo que deve dizer quantos doutores tem que ter uma universidade, que não é uma concessão pública, como os meios de comunicação, que não são obrigados a contratar só doutores em jornalismo", compara Figueiredo.<br />
(Valor Econômico, 19/9)<br />
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58740 
	<h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3>
	<ul><li><a href="http://magro.tipos.com.br/arquivo/2008/09/22/primavera-e-epoca-de-flores-uuuuyyyy">PRIMAVERA É ÉPOCA DE FLORES. UUUUYYYY!</a></li><li><a href="http://zaratustra.tipos.com.br/arquivo/2008/09/22/agora-com-mais-calma">Agora com mais calma</a></li><li><a href="http://zero.tipos.com.br/arquivo/2008/09/22/transicao">transição</a></li></ul>
	]]></description>
	<category>Geral</category>
	<comments>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/22/mestres-viram-doutores-e-acabam-demitidos-em-universidades-privadas</comments>
	<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 09:41:05 -0300</pubDate>
</item><item>
	<title><![CDATA[Brasileiros estão  ligados na ameaça do clima]]></title>
	<link>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/18/brasileiros-estao-ligados-na-ameaca-do-clima</link>
	<guid>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/18/brasileiros-estao-ligados-na-ameaca-do-clima</guid>
	<description><![CDATA[
	JC e-mail 3601, de 18 de Setembro de 2008.<br />
  	<br />
 Ligados na ameaça do clima<br />
<br />
	 <br />
Estudo revela que brasileiros consideram aquecimento global 'prioridade nacional'<br />
<br />
Carlos Albuquerque escreve para “O Globo”:<br />
<br />
Se o aquecimento global fosse o tema de uma prova, os brasileiros iam tirar nota 10. Uma pesquisa sobre mudanças climáticas feita pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser) divulgada ontem, revela que 94% das pessoas concordam com a visão científica de que o impacto das mudanças climáticas, tema classificado por elas como “o maior desafio de todos os tempos”, será grande e afetará todo o mundo, em particular as populações mais pobres.<br />
<br />
Para 68% dos entrevistados, o assunto é considerado “altamente relevante” para o Brasil, devendo ser encarado como uma prioridade nacional.<br />
<br />
— O principal recado passado pela pesquisa é que a ficha realmente caiu — conta a coordenadora da pesquisa, Samyra Crespo, cientista social do Iser. — Independentemente, e acima, do papel social do entrevistado, está o seu papel como cidadão. E existe uma emoção muito grande com esse assunto. As pessoas estão convencidas que esse é um tema histórico e consideram superá-lo o grande desafio da nossa civilização.<br />
<br />
‘Ficha’ caiu com relatório do IPCC<br />
<br />
Realizada entre janeiro e maio deste ano, em várias cidades do Brasil, a pesquisa ouviu a opinião não apenas da chamada sociedade civil, mas também a de cientistas, empresários, ONGs, imprensa e políticos, formando um seleto painel daqueles que os autores classificaram como “líderes” de cada setor.<br />
<br />
— São indivíduos que têm uma trajetória profissional consolidada e ocupam posições estratégicas em sua área de atuação — explica a pesquisadora.<br />
<br />
O que ajudou a “ficha” a ter caído foram os dados do último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), divulgados no fim do ano passado — classificados pela pesquisa como “um divisor de águas” na formação de uma opinião consistente sobre o assunto — e também a militância do ex-vice presidente americano, Al Gore, refletida no filme “Uma verdade inconveniente” e também no show “Live earth”.<br />
<br />
— O assunto mudanças climáticas ficou potencializado pela atuação do Al Gore — diz Samyra. — E o relatório do IPCC deu o argumento definitivo para que as pessoas passassem a considerar o tema altamente relevante.<br />
<br />
No Brasil, quase todos os entrevistados concordam que o binômio desmatamento/queimadas é o maior responsável pelo agravamento das mudanças climáticas.<br />
<br />
De fato, são eles que respondem por 75% das emissões de gases do efeito estufa do país, colocando o Brasil em quarto lugar no ranking dos países que mais poluem a atmosfera.<br />
<br />
Conter o desmatamento da Amazônia; rever a matriz de transportes; não sujar a matriz energética brasileira, considerada limpa em comparação aos demais países; e priorizar o desenvolvimento de biocombustíveis são consideradas as prioridades para o Brasil.<br />
<br />
Atuação dos políticos é criticada<br />
<br />
Diferentemente de boa parte dos políticos e autoridades, a maioria dos entrevistados declarou ser possível compatibilizar crescimento econômico e reduzir emissões.<br />
<br />
— Uma das revelações-chave da pesquisa é que existe uma certa angústia pelo fato de o Brasil não deixar claro como vai se engajar no tema, seja nacional ou internacionalmente — analisa a coordenadora da pesquisa. — E o discurso usual de que Brasil, China e Índia não podem fazer sacrifícios porque são emergentes, é considerado panfletário e nunca uma forma de enfrentar o problema.<br />
<br />
Não por acaso, os políticos são considerados o grupo mais fracamente posicionado em termos de engajamento. Estes, por sua vez, admitem que ainda não se dá a devida importância à questão climática. Para os parlamentares, isso se deve ao fato de que o Executivo ainda não se definiu.<br />
<br />
Perdidos no meio desse jogo do empurra, os entrevistados acham, em sua maioria, que o Brasil vem desprezando a chance de se tornar o líder dos países emergentes no tema. O país, dizem, tem condições para isso, pois se trata de uma “potência ambiental”.<br />
<br />
Coerentemente, parte expressiva dos entrevistados diz que os biocombustíveis são uma “janela de oportunidades” para o Brasil, desde que produzidos dentro de um conceito de sustentabilidade.<br />
<br />
— É como se estivéssemos esperando o surgimento de uma liderança que entenda essa vocação do Brasil para se tornar uma potência verde — diz Samyra. — É como se as pessoas estivessem esperando por um Al Gore brasileiro.<br />
(O Globo, 18/9)<br />
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58714 
	<h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3>
	<ul><li><a href="http://adevogados.tipos.com.br/arquivo/2008/09/18/pergunta-besta">Pergunta besta</a></li><li><a href="http://espiritodeporco.tipos.com.br/arquivo/2008/09/18/com-cara-de-nada">Com cara de nada</a></li><li><a href="http://magro.tipos.com.br/arquivo/2008/09/18/afinal-de-contas-ser-magro-e-legal-ou-nao">Afinal de contas, ser magro é legal ou não?</a></li></ul>
	]]></description>
	<category>Geral</category>
	<comments>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/18/brasileiros-estao-ligados-na-ameaca-do-clima</comments>
	<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 16:33:18 -0300</pubDate>
</item><item>
	<title><![CDATA[Circunavegar o pólo tornou-se possível pela 1ª vez]]></title>
	<link>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/17/circunavegar-o-polo-tornou-se-possivel-pela-1-vez</link>
	<guid>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/17/circunavegar-o-polo-tornou-se-possivel-pela-1-vez</guid>
	<description><![CDATA[
	 JC e-mail 3600, de 17 de Setembro de 2008.<br />
  	<br />
Gelo marinho ártico é o 2º menor da história<br />
	 <br />
Circunavegar o pólo tornou-se possível pela 1ª vez<br />
<br />
Agora é oficial: o gelo marinho no Ártico atingiu em 2008 sua segunda menor extensão já registrada: 4,52 milhões de quilômetros quadrados. Embora seja 9,4% maior que o recorde de degelo de todos os tempos, batido em 2007, essa extensão sinaliza uma forte tendência de declínio, o que pode significar um pólo Norte sem gelo no verão num futuro próximo.<br />
<br />
A estação de degelo foi considerada encerrada ontem pelo NSICD (Centro Nacional de Dados de Gelo e Neve) dos Estados Unidos, que monitora o estado da banquisa. A partir da segunda quinzena de setembro, quando começa o outono no hemisfério Norte, o gelo marinho começa a se recongelar.<br />
<br />
Apesar de afastado o temor de um novo recorde, a extensão da banquisa ficou 33% abaixo da média observada desde 1979, quando começaram as medições com satélites.<br />
<br />
E, neste ano, tornou-se possível pela primeira vez circunavegar o Ártico. Tanto a Passagem Noroeste (entre a Europa e a Ásia via Canadá) quanto a Rota Marítima Norte (pela costa siberiana) se abriram.<br />
<br />
"Não estamos num mínimo como o do ano passado, mas estamos abaixo de qualquer coisa que tivemos no passado", disse Walt Meier, do NSIDC.<br />
<br />
O gelo ártico é um fator de regulação do clima global. A diferença entre o ar frio dos pólos e o ar quente no Equador põe em marcha as correntes marinhas e os ventos. O gelo marinho ajuda a manter o frio no pólo Norte, porque rebate a radiação solar de volta para o espaço. Quando a banquisa derrete, a água escura absorve radiação, aumentando mais o calor.<br />
<br />
O degelo de 2008, para Meier, é de certa forma mais grave que o de 2007, porque 2008 foi mais frio no norte.<br />
<br />
"Em termos de clima no longo prazo, isto não é uma recuperação de forma alguma", ele disse. "A tendência de longo prazo é ladeira abaixo, e ela está ficando mais íngreme."<br />
<br />
Os cientistas atribuem o degelo ao aquecimento global. "Isso é uma indicação de que não se trata de nenhum ciclo temporário. É mais uma indicação de que estamos chegando ao ponto em que teremos o gelo marinho completamente derretido, nas próximas décadas ou talvez antes." (Da Reuters)<br />
(Folha de SP, 17/9)<br />
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58696 
	<h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3>
	<ul><li><a href="http://adevogados.tipos.com.br/arquivo/2008/09/17/paraolimpicuz-conterraneos-decepcionam-no-futebol">Páraôlímpicúz cóntérrâneos decépciónam no futêból</a></li><li><a href="http://magro.tipos.com.br/arquivo/2008/09/17/moletom">Moletom</a></li><li><a href="http://marcela.tipos.com.br/arquivo/2008/09/17/fucked-up">Fucked up</a></li></ul>
	]]></description>
	<category>Geral</category>
	<comments>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/17/circunavegar-o-polo-tornou-se-possivel-pela-1-vez</comments>
	<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 17:59:07 -0300</pubDate>
</item><item>
	<title><![CDATA[Competitividade tecnológica: Brasil é o 43º  ]]></title>
	<link>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/16/competitividade-tecnologica-brasil-e-o-43</link>
	<guid>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/16/competitividade-tecnologica-brasil-e-o-43</guid>
	<description><![CDATA[
	 JC e-mail 3599, de 16 de Setembro de 2008.<br />
  	<br />
Brasil é o 43º em ranking de competitividade tecnológica<br />
	 <br />
País está à frente de China e Índia, mas sofre com burocracia e pouca mão-de-obra<br />
<br />
Investimento parece não ser o problema. Neste ano, o mercado brasileiro de tecnologia da informação (TI) crescerá na casa dos 11%, ritmo três vezes mais forte que a média global. Serão gastos US$ 23 bilhões com informática, um volume que, segundo a consultoria IDC, supera o mercado interno de países como a Índia e equipara-se aos gastos projetados em nações como a Espanha.<br />
<br />
Na indústria de computadores, os números são ainda mais expressivos. O Brasil, que já é o quinto maior mercado de PCs do mundo - em 2006 era o sétimo - vai comprar 13 milhões de micros neste ano. Se não perder o embalo, será o terceiro maior comprador de computadores do globo em 2010, atrás apenas dos Estados Unidos e China.<br />
<br />
Os bons resultados, no entanto, acabam perdendo relevância quando a avaliação do cenário tecnológico do país passa a ponderar outros fatores, como a modernização do ambiente regulatório, o acesso à mão-de-obra especializada e o ambiente econômico favorável a novos investimentos.<br />
<br />
É o que aponta o "Índice de Competitividade em Tecnologia da Informação 2008", um ranking global elaborado pela Economist Intelligence Unit, unidade de pesquisas da revista americana "The Economist". O estudo, que será divulgado hoje, traça um perfil de 66 países no apoio à competitividade de empresas de (TI).<br />
<br />
No ranking geral, o Brasil aparece na 43ª posição, a mesma obtida no ano passado. O país está atrás de nações como Estônia, Portugal e Croácia. Na América Latina, o ranking é puxado pelo Chile, que ficou com a 30ª posição. A liderança continua com os Estados Unidos, dessa vez seguido por Taiwan, que subiu quatro posições. O Japão, que ocupou o segundo lugar em 2007, despencou dez posições e neste ano ficou em 12º lugar (ver quadro).<br />
<br />
Segundo Frank Caramuru, diretor da operação brasileira da Business Software Alliance (BSA), entidade que patrocinou a pesquisa, o relatório não deve ser encarado como instrumento para apontar as deficiências no setor, mas para indicar o que precisa ser aprimorado. "Temos melhorado em várias áreas, mas é preciso adotar medidas que ataquem a falta da qualidade na educação e a morosidade de judiciário em lidar com questões como o registro de patentes."<br />
<br />
O resultado da pesquisa faz o cruzamento de cinco quesitos: o porte local da infra-estrutura de TI; o acesso a capital humano; o ambiente de pesquisa & desenvolvimento (P&D); o cenário legal da indústria; e o apoio governamental para o desenvolvimento do setor. Dessas áreas, a que o Brasil figura em situação mais competitiva é a de apoio governamental (32ª posição).<br />
<br />
O país, destaca o relatório, avançou em ações de popularização do acesso gratuito à internet por meio de telecentros; além de estimular serviços de governo eletrônico e oferecer incentivos fiscais para baixar o preço dos PCs.<br />
<br />
O maior problema, porém, ainda está nas mãos do ambiente legal da indústria de TI. Segundo a BSA, o Brasil tem demonstrado "sinais modestos de progresso" em ações de proteção à propriedade intelectual. "Na área de pirataria de software a situação ainda é ruim." Estima-se que 60% dos sistemas usados em 2006 no país eram piratas, um número ligeiramente menor que os 64% registrados em 2005.<br />
<br />
O índice também considera que há deficiências na qualidade do ensino técnico do país, embora o Brasil tenha o maior número de pessoas empregadas no setor de tecnologia na América Latina, com 1,17 milhão de trabalhadores, enquanto seu rival mais próximo, o México, tem 671 mil.<br />
<br />
Quanto ao acesso à internet, o Brasil é o que apresenta maior faixa de penetração se comparado a nações como Índia e China, com 13% de sua população conectada à rede. O país, no entanto, perde a liderança em acesso à banda larga, com apenas quatro conexões desse tipo para cada 100 habitantes, longe do líder regional Chile, com oito conexões de alta velocidade para cada 100 pessoas, e bem distante da líder mundial Holanda, com 37% da população plugada en redes de alto desempenho.<br />
<br />
Dentre os 66 países analisados neste ano - no ano passado foram 64 -, o pior cenário de tecnologia ficou, mais uma vez, com o Irã.<br />
(Valor Econômico, 16/9)<br />
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58650 
	<h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3>
	<ul><li><a href="http://vaca.tipos.com.br/arquivo/2008/09/16/the-great-gig-in-the-sky">The Great Gig In The Sky</a></li><li><a href="http://rubao.tipos.com.br/arquivo/2008/09/16/baloes-by-aa">BALÕES (by AA)</a></li><li><a href="http://lielson.tipos.com.br/arquivo/2008/09/16/formatura-10">Formatura 1.0</a></li></ul>
	]]></description>
	<category>Geral</category>
	<comments>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/16/competitividade-tecnologica-brasil-e-o-43</comments>
	<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 17:04:59 -0300</pubDate>
</item><item>
	<title><![CDATA[Infância do Neandertal ]]></title>
	<link>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/14/infancia-do-neandertal</link>
	<guid>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/14/infancia-do-neandertal</guid>
	<description><![CDATA[
	 	 JC e-mail 3594, de 09 de Setembro de 2008.<br />
  	<br />
 Grupo faz parto virtual em neandertal fossilizado<br />
	 <br />
Pesquisa sugere que infância do hominídeo era similar à dos humanos modernos<br />
<br />
O primeiro parto já observado em neandertais está sugerindo aos cientistas que esses hominídeos extintos eram mais parecidos com os humanos modernos do que se imaginava, e pode ajudar a sepultar a noção de que esses primos do Homo sapiens foram levados à extinção por sua baixa capacidade intelectual.<br />
<br />
O nascimento, claro, não foi documentado ao vivo. Ele foi simulado nos computadores da Universidade de Zurique, na Suíça, com base em reconstituições virtuais de fósseis de um recém-nascido e de uma mulher neandertais.<br />
<br />
O trabalho foi feito por um grupo de cientistas da Suíça, do Japão e da Rússia, liderado pela antropóloga boliviana (radicada em Zurique) Marcia Ponce de León. O objetivo era entender a velocidade do crescimento do cérebro e da maturação dos neandertais, algo que pode ajudar a entender como os humanos modernos adquiriram a própria inteligência.<br />
<br />
Até agora, a maioria dos estudiosos da evolução humana achava que uma das chaves para o desenvolvimento do intelecto da espécie estivesse na infância, prolongada em relação à dos outros primatas.<br />
<br />
Como é muito grande, o cérebro do Homo sapiens precisa de mais tempo para amadurecer (5 a 7 anos) do que o de um chimpanzé, por exemplo (4 anos). Durante esse período, a criança humana recebe cuidados em tempo integral da mãe, explora o mundo e aprende as regras complicadas do convívio em sociedade. Há quem sustente que a própria estrutura da família humana, com a formação de casais, serve para fomentar esse amadurecimento.<br />
<br />
Quando essas características da infância humana evoluíram, porém, ainda é um mistério. Os poucos fósseis disponíveis de hominídeos antigos sugeriam até agora que o Homo erectus -suposto ancestral do homem moderno- tinha uma infância curta, como a dos chimpanzés.<br />
<br />
O mesmo se aplica aos neandertais. Apesar de terem o maior cérebro entre todos os primatas (maior inclusive que o humano), os neandertais amadureciam em ritmo de macaco. Infância curta significa independência, o que significa menos necessidade de uma mãe presente o tempo todo e de um pai por perto para sustentá-la. Isso, por sua vez, significa menos complexidade social. Em resumo, um ambiente intelectual mais pobre entre esses nossos parentes extintos há 30 mil anos. Pelo menos era o que se imaginava.<br />
<br />
Pré-história digital<br />
<br />
Entram em cena Ponce de León e seus colegas, um deles em especial: o cientista da computação Christoph Zollikofer, seu marido. Para tentar responder como esses hominídeos atingiam um volume cerebral tão grande e verificar se tamanho nesse caso é documento -ou seja, inteligência-, eles precisariam superar a limitação imposta pelo registro fóssil.<br />
<br />
Os programas de computador desenvolvidos por Zollikofer permitem reconstituir virtualmente ossos altamente fragmentados e extrair deles medidas precisas. Esse tipo de informação é crucial para calcular o volume do cérebro.<br />
<br />
O grupo reconstituiu os crânios de três crianças neandertais fossilizadas: um recém-nascido, desenterrado na Rússia, um bebê de um ano e meio e um outro de dois anos, achados numa caverna na Síria.<br />
<br />
A comparação permitiu estimar o volume cerebral do neandertal no momento do parto em 399 centímetros cúbicos, mais ou menos o mesmo de um humano moderno. O período de gestação também era provavelmente similar.<br />
<br />
Depois, os cientistas simularam o parto do recém-nascido com base na reconstituição virtual de uma mulher neandertal.<br />
<br />
Por fim, o grupo calculou a taxa de crescimento do cérebro do neandertal. Concluiu que, apesar de uma taxa inicial mais alta de crescimento do crânio que a dos humanos, o cérebro do neandertal continuava a crescer -ou seja, os brutamontes também tinham infância estendida, como o H. sapiens, e à custa de uma mãe grande e de amadurecimento lento.<br />
<br />
"À luz da hipótese das limitações energéticas da mãe, nossos resultados sugerem que a história de vida dos neandertais era tão lenta quanto a dos humanos modernos", escrevem os autores.<br />
(Folha de SP, 9/9)<br />
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58521 
	<h3>leia também no <a href="http://www.tipos.com.br">tipos</a>:</h3>
	<ul><li><a href="http://zero.tipos.com.br/arquivo/2008/09/14/o-tempo-esta-passando">o tempo está passando</a></li><li><a href="http://chico.tipos.com.br/arquivo/2008/09/14/fabulous-bandits">Fabulous Bandits;</a></li><li><a href="http://beethoven.tipos.com.br/arquivo/2008/09/14/o-vento-livre">O Vento Livre.</a></li></ul>
	]]></description>
	<category>Geral</category>
	<comments>http://ciencia.tipos.com.br/arquivo/2008/09/14/infancia-do-neandertal</comments>
	<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 18:00:00 -0300</pubDate>
</item>
  </channel>
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