Ciência, Tecnologia e outros papos

Produção científica brasileira

JC e-mail 3551, de 10 de Julho de 2008.
USP lidera ranking da ciência nacional

Maioria dos artigos científicos publicados é de instituições públicas

Demétrio Weber escreve para “O Globo”:

A Universidade de São Paulo (USP) foi a instituição brasileira que mais publicou artigos científicos — 4.804 — no ano passado, segundo balanço divulgado ontem pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Em segundo lugar, ficou a Unicamp, com 1.743, seguida pela UFRJ, com 1.516.

O balanço usa dados do Instituto para a Informação Científica (ISI, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, que monitora dez mil revistas especializadas.

Em 2007, o Brasil publicou 19.428 artigos, o equivalente a 2,02% da produção mundial. Com isso, manteve a 15º posição entre 178 países, à frente de Suíça, Suécia e Israel. As 23 instituições brasileiras mais produtivas são públicas.

Em 24º lugar, com 180 artigos, aparece a PUC-RJ. As universidades estaduais de São Paulo responderam por mais de um terço da produção científica nacional. Além da USP e da Unicamp, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) ficou em quarto lugar, com 1.378 publicações.

A Fiocruz, ligada ao Ministério da Saúde, aparece na 8º posição, com 530 artigos, mesmo número da Universidade Federal do Paraná. A UFF ficou em 15º, com 374; a Uerj em 18º , com 322; a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) em 36º, com 93.

Segundo o presidente da Capes, Jorge Guimarães, a produção científica segue o ritmo da formação de doutores. No Brasil, a distribuição é desigual. Em 2006, a média no país era de 20,9 professores doutores para cada cem mil habitantes.

O Distrito Federal, porém, tinha a maior taxa — 50,5 —, seguido pelo Rio, com 36, e São Paulo, com 31,3. Na ponta de baixo, as taxas de 12 estados das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste eram inferior a dez. O Brasil forma atualmente cerca de dez mil doutores por ano. A meta, em 2010, é chegar a 16 mil.
(O Globo, 10/7)
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=57233

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JC e-mail 3550, de 09 de Julho de 2008.
Produção científica brasileira é a 15ª em todo o mundo

Com 19.428 artigos publicados em 2007, o país responde por 2,02% do total da produção científica no mundo, superando a Suíça (1,89%) e a Suécia (1,81%) e aproximando-se da Holanda (2,55%) e da Rússia (2,66%)

Os números foram divulgados nesta terça-feira, 8, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, e pelo presidente da Capes, Jorge Guimarães.

Entre os países latino-americanos, o Brasil é destaque. Em segundo lugar no continente vem o México, na 28ª posição mundial, com 7.469 artigos publicados no mesmo período, o que corresponde a 0,78% da produção no mundo. Quando combinados os fatores território (países com mais de quatro milhões de quilômetros quadrados), população (países com mais de 100 milhões de habitantes) e economia (países com PIB maior do que 400 milhões de dólares), o Brasil figura entre os quatro primeiros produtores científicos do mundo, junto com a Rússia, os Estados Unidos e a China.

No quesito qualidade, medido pela porcentagem de citações - quantidade de artigos citados em outras publicações - o Brasil está em 25º lugar na lista mundial, com 57,6% de artigos citados no período de 2003 a 2007. Em primeiro, está a Dinamarca, seguida pela Suíça. Nesse ranking, China e Rússia ficam atrás do Brasil.

"Continuamos uma trajetória consistente no aumento da produção científica brasileira", afirma Haddad. "Nossa grande tarefa, agora, é traduzir esse acúmulo de conhecimento para a área do magistério, formando professores para a educação básica." Segundo o ministro, outro passo importante a ser dado é transformar o potencial de produção científica em aplicação no trabalho. "A Lei de Incentivo à Pesquisa começa a sair do papel. Começam a chegar os primeiros projetos de pesquisa aplicada", relata.

Para Jorge Guimarães, entre os motivos para a boa colocação do país estão os programas de iniciação científica, o fortalecimento da pós-graduação, a formação de grupos de pesquisa, as cooperações internacionais e, mais recentemente, o Portal de Periódicos da Capes. "O mundo dobrou a produção científica de 1981 a 2006. O Brasil aumentou em nove vezes", exemplifica.

A área brasileira que se destaca no âmbito mundial em produção científica é a agricultura, com 4.139 artigos produzidos entre 2003 e 2007 - 4% da produção total em todo o mundo. Já dentro do país, o destaque vai para a medicina: 3.745 artigos publicados em 2007. Entre os artigos brasileiros citados nos últimos quatro anos, 71% são da área de neurociências.

"Os artigos brasileiros sobre agricultura são pouco citados mundialmente porque a nossa agricultura é tropical; não interessa tanto para países com outro clima", explica Guimarães.

Para o presidente da Capes, a expectativa para a produção científica brasileira em 2008 é grande. Até agora, o número de publicações é de 18.390. Destas, 14.961 são de artigos científicos. "É quase certo que ultrapassemos a marca de 2007", comemora.
(Assessoria de Comunicação do MEC)

Capes retifica informação

A Capes havia dito anteontem (7/7) à Folha que o Brasil está em 16º lugar no ranking de produção científica, atrás de Taiwan (15ª), mas emitiu retificação. O Brasil, com 19.428 artigos publicados em 2007, é quem está em 15º.
(Folha de SP, 9/7)
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=57202

Publicado em 10 de julho de 2008 às 21:05 por appoloni

Comentários

  1. maven
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