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Talvez você não tenha prestado atenção, mas já deve ter visto esta sigla antes: LED - sigla em inglês de Diodos Emissores de Luz é um dispositivo de material semicondutor que emite luz visível quando é submetido a uma corrente elétrica. O primeiro LED foi desenvolvido em 1962 por Nick Holonyack Jr., da Universidade de Illinois, EUA. A luz emitida por um LED não é muito potente, mas tem grande eficiência, pois trabalha com corrente elétrica de pequena intensidade e baixo aquecimento. LED’s são correntemente utilizados em inúmeros equipamentos que nos cercam. Bem, a tecnologia do LED continua em desenvolvimento e a sigla que deverá passar a ser mais empregada é ODL, da sigla em inglês para Luz Digital Otimizada. No final do ano passado a empresa Lighting Science Group Inc., de Fort Lauderdale, Flórida, EUA (www.lsgc.com) anunciou que em breve estará lançando no mercado uma lâmpada de luz digital, fria, com duração de 15 anos, funcionando 10 horas por dia e consumindo apenas 10% da energia gasta por uma lâmpada elétrica convencional incandescente. Lâmpadas ODL já estão sendo usadas na decoração de ambientes em substituição às lâmpadas halógenas. Este avanço foi possível devido à contínua pesquisa de novos materiais, em especial no desenvolvimento e caracterização de semicondutores. O Grupo de Óptica e Optoeletrônica da Universidade Estadual de Londrina, dentre suas linhas de pesquisa, também se dedica ao estudo dos LED’s.
Orçamento de 2006
Na terça-feira passada, dia 18 de abril, foi enfim aprovado pelo Congresso Nacional o projeto da lei orçamentária para 2006 (PLN 40/05). A votação aconteceu depois de um lento e desgastante acordo entre o governo federal, os governadores e as lideranças partidárias. A proposta orçamentária do Poder Executivo chegou à Comissão Mista de Orçamento da Câmara no dia 31 de agosto de 2005 e deveria ter sido aprovada ainda em dezembro. No entanto, o texto principal do substitutivo do relator-geral do orçamento só foi aprovado em 14 de março deste ano e cerca de 2.700 destaques para votação em separado foram apresentados. Um acordo entre as lideranças partidárias retirou todos os destaques para votação, “acelerando” o processo, que nunca antes ficou tão atrasado. Mais de um trimestre se passou e o orçamento estava ainda sendo executado com Medidas Provisórias! Uma vergonha, bem mais uma . . . Agora é só aguardar quais e de quanto serão os usuais cortes e contingenciamentos nas áreas “prioritárias” de Educação, Ciência e Tecnologia que serão determinados pela equipe econômica.
Regulamentação do FNDCT
No mesmo dia 18 de abril o Senado Federal aprovou um projeto de lei cuja tramitação se arrastava desde 2002, quando deu entrada na Câmara dos Deputados. Trata-se da regulamentação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Este fundo foi criado em 1969 para financiar projetos da área de Ciência e Tecnologia no país e hoje todos os recursos dos Fundos Setoriais estão nele alocados. O ponto principal da regulamentação aprovada é reduzir o contingenciamento do FNDCT de 60% para 40%, o que pode representar um aporte adicional de R$ 400 milhões para os Fundos Setoriais ainda este ano. Isso se o Presidente da República sancionar a lei e editar uma medida provisória para tal. Essa foi a promessa do Presidente na abertura da 3a Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, em novembro de 2005. O mais paradoxal de tudo é que o contingenciamento é ilegal (além de imoral), deveria ser zero. A “vitória” desta lei, de reduzir gradativamente ano a ano o percentual de contingenciamento até zerá-lo em 2009, é na verdade, por outro lado, dar respaldo de lei para algo que é ilegal e ainda por cima estender esta prática por mais dois anos. De toda forma, como esta regulamentação enfim coloca um horizonte de término oficial para esta estória infame do contingenciamento dos fundos setoriais de C,T&I, todos os segmentos envolvidos aplaudiram a sua aprovação e agora esperam pela sanção presidencial da lei. Bem, uma vez sancionada, todos esperam também que a lei seja respeitada pelo executivo federal e não seja outra lei que “não pegou”. . . O texto completo do projeto de lei está em: www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=47249.
A questão do embate em andamento em São Paulo sobre o salário dos professores municipais foi tratada sob uma ângulo interessante na coluna de Gilberto Dimenstein, publicada no jornal Folha de São Paulo de 9 de abril, com o título “É certo uma doméstica ganhar mais do que um professor?” Sugiro a leitura do artigo e reproduzo aqui os trechos iniciais: “O salário médio de uma empregada doméstica na cidade de São Paulo é de R$ 800, informa a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas. É mais do que os R$ 615 pagos a uma professora iniciante da rede municipal, com uma carga horária de 20 horas. Se comparássemos com uma diarista, a diferença seria maior: sua média de rendimentos é de R$ 1.600. O professor iniciante paulistano não pode, aliás, nem mesmo contar vantagem diante dos pedintes dos semáforos. Segundo estimativa da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social, esse trabalhador tira, em média, R$ 25 por dia. Com rendimento inferior ao de uma empregada doméstica e quase empatado com o de um pedinte, entende-se por que os professores entraram em greve em São Paulo. O problema não é só dinheiro: eles vivem sob intenso estresse, devido às salas superlotadas, alunos indisciplinados e agressivos, além de serem vítimas das mais diversas formas de violência. Nessa questão salarial se revelam, na verdade, os valores de uma nação. Na prática, essas comparações significam, por mais absurdo que pareçam, que a sociedade dá mais valor à posição social de uma empregada do que a de um professor público – é assim que se medem, e não no palavrório, as verdadeiras prioridades do país. Poderíamos medir a prioridade não só pelo salário, mas pela baixa repercussão que essa greve tem na opinião pública.” Pois é, este é o nosso país, em que toda a pirâmide social, dos seus dirigentes maiores à base da sociedade, desvalorizam a educação e tripudiam os educadores. Será que os pais de todas estas crianças não estão preocupados com o ensino que elas estão recebendo? Será que não perceberam ainda que o futuro de seus filhos (e o deles próprios) depende da qualidade da educação que estão recebendo agora?
No próximo dia 24 de abril serão realizadas duas mesas redondas sobre o tema geral “Lei de Inovação: a realidade, a pratica e o futuro”. A primeira mesa redonda será das 9h às 11h30 sobre o tema “Lei de Inovação pela ótica dos representantes do Governo”, com a participação de representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Secretaria de Estado do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia do Paraná. Das 14h às 17h20 acontecerá a segunda mesa redonda, com o tema “Aplicação da Lei no ambiente produtivo”, com a participação de representantes da UFRGS, Unicamp e Embrapa. O local é o auditório da Cidade Universitária, ao lado da Universidade Estadual de Londrina (UEL). As inscrições são gratuitas e mais informações podem ser obtidas pelos telefones (43) 3371 5812 e 3371 4888. A promoção é da Incubadora Tecnológica Internacional da UEL (Intuel) e da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UEL.
Para os interessados por este fascinante assunto, o número 70 da revista mensal eletrônica de jornalismo científico ComCiência (http://www.comciencia.br), publicada pelo LABJOR e pela SBPC tem como tema da edição “Robôs”. Os artigos são: “Roboamor”, de Carlos Vogt; “À imagem do homem: robôs, autômatos e pós-humanos no imaginário tecnológico”; de Erick F. de Oliveira; “Os robôs estão chegando”, de Teodiano F. Bastos Filho; “Robótica, principais tendências e direções”, de Luiz M. G. Gonçalves; “Robótica aérea”, de Samuel S. Bueno; “Uso da automação no contexto educacional”, de João Vilhete; “Robôs com Inteligência Artificial”, de Rodrigo de Almeida Siqueira; “Reflexões sobre o futuro da robótica”, de Dante A. C. Barone e “Robôs entre o imaginário ficcional e a pesquisa rigorosa”, de Lucia Santaella. As reportagens são: “De onde vêm os robôs?”, de Sabine Righett; “Próteses aproximam homem de robô”, de Marta Kanashiro; “Máquina auxilia o homem em tarefas perigosas”, de Rodrigo Cunha; “Robôs trabalham. Sobram operários”, de André Gardini e “Em busca do senso comum”, de Carolina Cantarino. Entrevistas: “Obsolescência do humano serve à economia e à tecnociência”, Flávia Natércia entrevista Maria Paula Sibilia; “Mais próximos de HAL 9000: caminhos e desafios da Inteligência Artificial”, Yurij Castelfranchi entrevista Jaime Simão Sichman. Confira!
Brasileiro no espaço
Às 20h48 de 8 de abril, terminou a missão espacial de 10 dias do primeiro astronauta brasileiro, o tenente-coronel Marcos Cesar Pontes, 43. A missão transcorreu como previsto, desde o lançamento no dia 29 de março às 23h29 (horário de Brasília) no Cosmódromo de Baikonur (Cazaquistão), a viagem até o atracamento na Estação Espacial Internacional (ISS), o período de 8 dias a bordo da ISS, a viagem de volta e o pouso em Arkalyk, região central do Cazaquistão. A viagem de Pontes deveria ter acontecido anos atrás, em 2000 ele foi declarado apto para vôo espacial. Mas, o atraso na participação financeira do Brasil na construção da ISS (planejada desde 1997), e o trágico acidente com o ônibus espacial americano Columbia, em 2003, alteraram os planos. Ao invés do moderno (e problemático) ônibus espacial americano, Pontes acabou voando com a velha (e confiável) nave russa Soyuz TMA-7, pouco diferente da primeira versão da Soyuz de 1967. Muita gente chegou a pensar (inclusive o próprio) que o primeiro astronauta brasileiro não chegaria a voar. Bem, voou e voltou! Realizou tudo que foi planejado para sua missão, homenageou Santos-Dumont durante o vôo, realizou duas entrevistas ao “Jornal Nacional”, da Rede Globo (que comprou diretamente com os russos o tempo de transmissão da ISS), fez uma terceira entrevista coletiva para jornalistas brasileiros, além de conversar com o Presidente Lula. A Missão Centenário 1906-2006 (em homenagem ao pioneirismo do vôo do 14-Bis de Santos-Dumont na França) fez parte da 16a expedição à ISS e oitavo vôo da Soyuz. Durante a missão foram realizados oito experimentos de microgravidade, entre eles o de germinação de plantas. No entanto, enquanto no espaço tudo ia bem, aqui em terra o debate sobre a real importância da missão pegou fogo.
Controvérsia
O ufanismo das comparações de Pontes com Santos-Dumont e Ayrton Senna mostraram bem como as pessoas podem perder o foco e a noção das coisas e nem merecem maiores comentários. Alguns centraram fogo no investimento direto de cerca de R$ 10 milhões para a Missão Centenário, taxando-o de improdutivo, esquecendo-se do retorno com a experiência que Pontes trará para a formação de novos astronautas, dos projetos de microgravidade realizados e a visibilidade para o Programa Espacial Brasileiro. Os títulos de alguns artigos, cuja leitura recomendo, são auto-explicativos: “É importante para o Brasil lançar astronautas ao espaço?”, de Luiz Gylvan Meira Filho e “Pontes está longe de ser o prato forte do programa espacial brasileiro”, de José Montserrat Filho, respectivamente nas páginas A32 e A33 do jornal Folha de São Paulo de 26/03; “150 doutores foram para o espaço”, de Fernando Reinach, publicado no Jornal da Ciência e-mail de 05/04 e o artigo “O Brasil no espaço, um programa estratégico”, do Ministro da C&T, Sergio Machado Rezende, na página A3 do jornal Folha de São Paulo de 09/04. Neste último, entre outras questões, o Ministro da C&T lembra que o investimento total do país na ISS (incluindo a Missão Centenário) representou menos de 1% do orçamento do MCT para 2006. Apenas a soma dos 47 editais para seleção de projetos de pesquisa lançados em fevereiro deste ano foi de R$ 745 milhões. Controvérsias à parte, esperamos que esta missão efetivamente atinja todos os objetivos diretos e indiretos, esperados e não-esperados, no sentido de reforçar o Programa Espacial Brasileiro.
Biossensores
Gostaria chamar a atenção para o artigo “Arte e Pesquisa no espaço”, de Salvador Nogueira, publicado na página 9 do Caderno “Mais!” do jornal Folha de São Paulo de 19/03, sobre um dos experimentos conduzidos por Pontes. Trata-se de um experimento híbrido de ciência e arte, de filmagem da interação entre nuvens atomizadas de luciferina e luciferase, que reunidas produzem a bioluminescência dos vaga-lumes. No ambiente de microgravidade, em que não há correntes de convecção, a reação poderá ser estudada sem os efeitos que mascaram o processo aqui na Terra, melhorando o entendimento do processo que poderá auxiliar no desenvolvimento de biossensores. A análise das imagens será feita no ambiente imersivo de uma “cave”, mais conhecida pelos artistas do que por cientistas, em uma sala de projeções em que o processo da interação entre as nuvens de proteínas será recriado em três dimensões.
Gostaria de chamar a atenção para o artigo “Desindustrialização: a crônica da servidão consentida”, de autoria de Rodrigo C. da Rocha Loures, José L. Oreiro e Carlos A. Krüger Passos, apresentado em fevereiro passado na reunião de Diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Alguns trechos selecionados: “(...) a produção física da indústria brasileira, segundo dados do Ipeadata, cresceu apenas 23% no período entre 1991 e 2004, ou seja, o produto industrial brasileiro cresceu a uma taxa média de 1,76% ao ano nesse período; contrastando com um crescimento médio de 2,5% do PIB no mesmo período. Embora ambos esses números sejam pífios, revelam de forma inequívoca que a economia brasileira passa por um processo de desindustrialização, isto é, por uma queda da participação da produção industrial no PIB.”; “(...) ao longo de 250 anos de desenvolvimento do capitalismo não existe um único caso histórico de crescimento sustentado do PIB que não tenha sido liderado e/ou impulsionado por uma maciço processo de industrialização.”; “(...) se a essência das atuais políticas não for modificada com urgência, a indústria brasileira estará condenada a um processo de definhamento, o qual terminará por enterrar qualquer possibilidade de retomada sustentada do crescimento da economia brasileira.” Quem estiver interessado em receber o artigo, pode escrever um e.mail para mim solicitando-o.
A Academia Brasileira de Ciências (ABC) elegeu 20 novos membros, que tomarão posse em junho próximo. A ABC conta atualmente com 598 acadêmicos, sendo 373 titulares, 85 associados, dois colaboradores e 138 estrangeiros. Veja os nomes dos novos e atuais membros da ABC no site www.abc.org.br.
Foi inaugurada uma seção na Midiateca Online do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA/USP) dedicada exclusivamente à ciência brasileira. O acervo reúne gravações em vídeo de conferências de alguns dos mais importantes cientistas brasileiros, realizadas no IEA desde o final dos anos 80. Já estão disponíveis 13 vídeos, com nomes como Oscar Sala, Eduardo Krieger, José Leite Lopes, Johanna Döbeireiner e Aziz Ab’Sáber. A página da seção é www.iea.usp.br/online/midiateca/cienbr.
A Universidade Tecnológica do Paraná realizará no período de 10 a 12 de maio, no Campus de Cornélio Procópio, o III Seminário Paranaense de Incubadoras e Parques Tecnológicos e o IX Workshop Paranaense de Empreendedorismo. Veja mais detalhes nas páginas www.cp.cefetpr.br/empreendedor ou www.reparteventos.com.br.
Orçamento 2006
Dentre os vários aspectos do festival de falta de vergonha que impera no cenário político nacional, destaca-se o fato de chegarmos em abril sem que ainda tenha sido aprovado o orçamento do ano em curso. Durante todo o primeiro trimestre do ano o governo executou gastos por Medida Provisória, o que é inconstitucional. Só no dia 30 de março, depois de mais de cem dias (!?) de discussão, é que a Comissão Mista de Orçamento do Congresso aprovou o Orçamento de 2006, que agora segue para votação no plenário do Congresso. Mas, antes mesmo da aprovação final já se sabe que haverá cortes de cerca de R$ 20 bilhões para garantir a meta governamental de superávit primário em 4,25% do PIB (Produto Interno Bruto). Por que estou tratando disso aqui nesta coluna? Porque o Presidente prometeu diminuir o escandaloso contingenciamento dos recursos dos Fundos Setoriais, porque emendas importantes como a que recompõe o orçamento do CNPq, entre outros itens referentes ao financiamento da C&T, estão agora muito ameaçados com o horizonte delineado. Como as despesas obrigatórias do governo aumentaram em 2006, o corte e/ou contingenciamento será nos investimentos. . .
Finalizo a repercussão do “ranking” das dez mais importantes realizações científicas de 2005, de acordo com o corpo editorial da revista Science (www.sciencemag.org). Os artigos estão no volume 310, número 5756, de 23/12/2005 e podem ser acessados através do site da revista. Em três colunas anteriores discuti até a oitava posição. Hoje apresento as duas últimas posições da lista.
Biologia dos Sistemas Complexos
Durante décadas biólogos moleculares separaram e estudaram os caminhos dos sinais celulares individualmente, construindo redes cada vez mais complexas. Mas, uma visão estática destas redes não faz justiça às complexas interações que produzem um dado sinal de saída, como a liberação de um particular mensageiro intracelular. Para revelar esta dinâmica os biólogos de sistemas estão agora seguindo simultaneamente múltiplos sinais de entrada e de saída dessas complexas redes. Em 2005, por exemplo, pesquisadores norte-americanos criaram um modelo com cerca de 8.000 sinais químicos envolvendo uma rede que leva à apoptosis, ou a morte celular programada. Veja, por exemplo, o artigo “A systems model of signaling identifies a molecular basis set for Cytokine-induced apoptosis” (Um modelo sistêmico de sinalização identifica a base molecular da apoptosi induzida pela cinemática celular), de K. A. Janes e outros em Science, vol. 310, p.1646 (2005).
Reator de Fusão Nuclear
Depois de 18 meses de disputa, em 2005 foi decidido que o Reator Internacional Experimental de Fusão Nuclear (ITER) será construído em Cadarache, sul da França. Custará 12 bilhões de dólares. Depois de mais de 20 anos de lenta pesquisa nesta área, pulverizada em vários países, um consórcio constituído pelos EUA, Comunidade Européia, Japão, Coréia do Sul Rússia e China unirão esforços para construir um reator que produz energia pelo mesmo processo das estrelas. O conceito básico de usar eletroímãs supercondutores para conter o plasma de isótopos de hidrogênio na temperatura e pressão altas o suficiente para atingir a fusão nuclear é da década de 80, mas transformar esta idéia em um reator comercial se revelou muito mais complicado do que parecia naquela época. Veja mais detalhes no site oficial do ITER: www.iter.org.