Destaques de 2005 III
Continuo a repercutir o “ranking” das dez mais importantes realizações científicas de 2005, de acordo com o corpo editorial da revista Science (www.sciencemag.org). Os artigos estão no volume 310, número 5756, de 23/12/2005 e podem ser acessados através do site da revista. Em dois blogs anteriores discuti até a quinta posição. Hoje apresentarei as posições sexta até a oitava.
Tumulto geoquímico
O sexto lugar ficou por conta de algo que ao olhar menos atento pareceria uma curiosidade acadêmica, mas na verdade tem implicações que apenas começam a ser reveladas. Pesquisadores mediram que há diferenças isotópicas entre a composição de rochas terrestres e extraterrestres. Em função disto os geoquímicos tiveram deixar de lado a visão estabelecida de como a Terra se formou e evoluiu. Eles não acreditam mais que a mistura de poeira e gelo aglomerada 4,5 milhões de anos atrás para formar a Terra permaneceu da mesma forma desde então. Alguma coisa mais interessante aconteceu durante o período inicial de formação da Terra, gerando um processo de diferenciação geológica. Veja, por exemplo, o artigo “New Geochemical Benchmark Changes Everything on Earth” (Novo banco de dados geoquímicos mudam tudo na Terra), de R. A. Kerr, em Science 308, 1723 (2005).
Retrato de uma Proteína
O sétimo lugar ficou para a descrição em escala atômica de uma proteína muito especial, que controla, como se fosse uma porteira, a entrada de potássio nas células nervosas e musculares, o que é essencial para o sistema nervoso e movimentos musculares. Esta proteína é tão essencial para estas células como o transistor é para os computadores. Elas ficam na membrana celular, abrindo e fechando a entrada em resposta a mudanças de voltagem, controlando o fluxo dos íons de potássio. O conhecimento da estrutura desta proteína será extremamente útil para os biofísicos que tentam entender o funcionamento destas proteínas cruciais. Veja, por exemplo, o artigo “Voltage sensor of Kv1.2: Structural Basis of Electromechanical Coupling” (Sensor de Voltagem de 1,2 kV: Bases Estruturais de Acoplamento Eletromecânico), de S. B. Long e outros em Science 309, 903 (2005).
Mudança Climática
O oitavo lugar foi para os estudos sobre mudanças climáticas. O crescendo das evidências sobre as causas humanas no aquecimento global teve uma ruptura em 2005. Alguns políticos norte-americanos começaram a falar e ocasionalmente a agir como se eles terão que fazer algo mais cedo ou mais tarde sobre o crescimento das emissões de gás estufa. Os climatologistas mostraram com mais confiança que os oceanos, até grandes profundidades, aqueceram nas décadas recentes exatamente como os modelos prediziam. Um entre cada dois estudos de ciclones tropicais encontrou que nas últimas décadas mais e mais tempestades no mundo aumentaram seus níveis de intensidade à medida que os gases estufa aqueceram as águas tropicais. Nas altas latitudes, a cobertura de gelo do Oceano Ártico atingiu mais um recorde de baixa. Toda esta mudança climática está alterando tudo, desde o padrão de migração dos pássaros na Austrália até a composição microbiana da sujeira no fundo do oceano. Veja, por exemplo, os artigos “Ocean Warming Model again Points to a Human Touch” (Modelo de aquecimento do oceano novamente aponta para um toque humano) , de R. A. Kerr em Science 307, 1190 (2005) e “Increasing Destructiveness of Tropical Cyclones over the Past 30 Years” (Crescente destrutividade dos ciclones tropicais nos últimos 30 anos), de K. Emmanuel em Nature 436, 686 (2005).
Tumulto geoquímico
O sexto lugar ficou por conta de algo que ao olhar menos atento pareceria uma curiosidade acadêmica, mas na verdade tem implicações que apenas começam a ser reveladas. Pesquisadores mediram que há diferenças isotópicas entre a composição de rochas terrestres e extraterrestres. Em função disto os geoquímicos tiveram deixar de lado a visão estabelecida de como a Terra se formou e evoluiu. Eles não acreditam mais que a mistura de poeira e gelo aglomerada 4,5 milhões de anos atrás para formar a Terra permaneceu da mesma forma desde então. Alguma coisa mais interessante aconteceu durante o período inicial de formação da Terra, gerando um processo de diferenciação geológica. Veja, por exemplo, o artigo “New Geochemical Benchmark Changes Everything on Earth” (Novo banco de dados geoquímicos mudam tudo na Terra), de R. A. Kerr, em Science 308, 1723 (2005).
Retrato de uma Proteína
O sétimo lugar ficou para a descrição em escala atômica de uma proteína muito especial, que controla, como se fosse uma porteira, a entrada de potássio nas células nervosas e musculares, o que é essencial para o sistema nervoso e movimentos musculares. Esta proteína é tão essencial para estas células como o transistor é para os computadores. Elas ficam na membrana celular, abrindo e fechando a entrada em resposta a mudanças de voltagem, controlando o fluxo dos íons de potássio. O conhecimento da estrutura desta proteína será extremamente útil para os biofísicos que tentam entender o funcionamento destas proteínas cruciais. Veja, por exemplo, o artigo “Voltage sensor of Kv1.2: Structural Basis of Electromechanical Coupling” (Sensor de Voltagem de 1,2 kV: Bases Estruturais de Acoplamento Eletromecânico), de S. B. Long e outros em Science 309, 903 (2005).
Mudança Climática
O oitavo lugar foi para os estudos sobre mudanças climáticas. O crescendo das evidências sobre as causas humanas no aquecimento global teve uma ruptura em 2005. Alguns políticos norte-americanos começaram a falar e ocasionalmente a agir como se eles terão que fazer algo mais cedo ou mais tarde sobre o crescimento das emissões de gás estufa. Os climatologistas mostraram com mais confiança que os oceanos, até grandes profundidades, aqueceram nas décadas recentes exatamente como os modelos prediziam. Um entre cada dois estudos de ciclones tropicais encontrou que nas últimas décadas mais e mais tempestades no mundo aumentaram seus níveis de intensidade à medida que os gases estufa aqueceram as águas tropicais. Nas altas latitudes, a cobertura de gelo do Oceano Ártico atingiu mais um recorde de baixa. Toda esta mudança climática está alterando tudo, desde o padrão de migração dos pássaros na Austrália até a composição microbiana da sujeira no fundo do oceano. Veja, por exemplo, os artigos “Ocean Warming Model again Points to a Human Touch” (Modelo de aquecimento do oceano novamente aponta para um toque humano) , de R. A. Kerr em Science 307, 1190 (2005) e “Increasing Destructiveness of Tropical Cyclones over the Past 30 Years” (Crescente destrutividade dos ciclones tropicais nos últimos 30 anos), de K. Emmanuel em Nature 436, 686 (2005).