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28 June 2005

Einstein IV

Continuo a repercutir as aberturas dos 12 artigos do volume 30 da Revista Ciência & Ambiente (www.ufsm.br/cienciaeambiente), que tem Einstein como tema. Estas introduções fornecem um quadro muito interessante sobre o cientista, além de ser estimulante aperitivo para os ótimos textos integrais dos trabalhos, cuja leitura recomendo.

Einstein x Bohr
“Em terras brasileiras ocorreu um dos episódios marcantes do primeiro embate científico entre dois dos físicos mais importantes do século XX: Einstein e Bohr. Foi aqui, em 1925, que Einstein apresentou uma comunicação à Academia Brasileira de Ciências, na qual analisou sua hipótese dos quanta, para a constituição da luz, em contraposição à teoria proposta pouco tempo antes por Bohr, Kramers e Slater. A teoria destes autores contrariava as idéias de Einstein ao dispensar a idéia do quantum de luz e propor que a conservação da energia e a conservação do momento nos fenômenos atômicos tivessem um caráter apenas estatístico. A comunicação teve pouca repercussão na época, em razão de ter sido publicada em português na revista da Academia e pelo fato de verificações experimentais terem dado razão a Einstein pouco tempo depois. Esse trabalho integra uma das etapas da longa seqüência de discussões que se seguiram sobre a realidade dos fótons”. (“Einstein x Bohr, o fóton e o Brasil”, Ildeu de Castro Moreira).

Céu do Brasil
“Em maio de 1925, Albert Einstein passou uma semana no Rio de Janeiro, a convite de cientistas e membros da comunidade judaica radicada na então capital federal. Apesar de ter proferido algumas palestras para a comunidade acadêmica, a visita de Einstein não pôde ser considerada como estritamente científica. Enquanto conhecia uma realidade humana e uma natureza diferentes das quais estava acostumado e mostrava para os seus anfitriões sua consideração pelo papel (marginal) que o Brasil desempenhou na controversa confirmação da teoria da relatividade geral, a sua presença ganhava importância em função de certas necessidades e interesses. Dentre as necessidades, surgia com mais intensidade aquela relativa ao apoio, a ser dado pelo governo federal, à causa da ciência pura. Em suma, para as lideranças científicas da época, a presença de Einstein em terras brasileiras justificava-se pelos ganhos políticos a serem obtidos para a consolidação de temas como pesquisa em ciência pura, realizada num ambiente universitário”. (“O radiante céu do Brasil: o eclipse de Sobral de 1919 e a visita de Einstein ao Rio de Janeiro em 1925”, Antonio A. P. Videira).

Cronologia
O primeiro e o antepenúltimo bloco dos 69 blocos da cronologia de Einstein. 1879: “Nasce Albert Einstein em Ülm, no estado de Württemberg, no sul da Alemanha, em 14 de março, às 11h30 da manhã, numa sexta-feira, no endereço Bahnhofstrasse B 135, casa de seus pais, Pauline (Koch) Einstein (n. 1858) e Hermann Einstein (n. 1847) – este um pequeno comerciante que nunca obteve muito sucesso em seus empreendimentos. Albert era o primeiro filho de Hermann e Pauline, que haviam se casado três anos antes, em Cannstatt. A casa onde Einstein nasceu foi destruída por bombardeios em 1944”. 1955: “Em 15 de março, morre na Suíça seu amigo Michele Besso, vítima de trombose cerebral. Em 11 de abril, em carta ao matemático e filósofo inglês Bertrand Russel (1872-1970), concorda em assinar manifesto contra as armas nucleares – o chamado manifesto Einstein-Russel tornou-se o documento inicial do Movimento Pugwash, dedicado à paz mundial. Em 13 de abril, seu aneurisma se rompe. Dois dias depois é internado no Hospital de Princeton. No dia seguinte, recebe a visita de seu filho Hans Albert. Em 17 de abril, pede a Helen Dukas, sua secretária, folhas de papel em branco e seus cálculos mais recentes para continuar trabalhando. Einstein morre em 18 de abril, a 1h15 da madrugada, devido ao agravamento do aneurisma. A seu pedido, foi cremado, às 16 horas do mesmo dia, e suas cinzas espalhadas em local não revelado”. (“Albert Einstein – uma cronologia”, Cássio L. Vieira).

Frase de Einstein
“Nos vemos frente ao fato desalentador que os políticos, os homens de negócios, tornaram-se os expoentes das idéias internacionais”.

26 June 2005

A Queda

Ontem fui ver o filme “A Queda! As últimas horas de Hitler” (Der untergang). O impacto do filme pode ser avaliado pelo comportamento do público ao sair - mais pesado e mais silencioso que um enterro. O próprio título original, que também pode ser traduzido por afundamento, ocaso e declínio, diz bem do que se trata o drama. Eu prefiro resumir por uma palavra: horror. A arrogância extrema, a loucura do poder absoluto, o fanatismo, a insensibilidade, o ódio e a total ausência de compaixão traduzido pelo Estado Nazista se revela no seu final de forma ainda mais horrível do que durante seu apogeu.
O filme contêm importantes aprendizados, deveria ser obrigatório passar em todas as escolas do segundo grau - seguido de amplas e profundas discussões sobre tudo que nele é focado, em especial o impressionante testemunho do personagem condutor da estória, a jovem secretária de Hitler, que muito mais tarde confessa que sua juventude e inexperiência não podiam ter sido desculpa para ignorar o que acontecia à sua volta e se posicionar frente aos fatos de forma independente daqueles que compunham o grupo do poder. Ela gravou esta fala com mais de 80 anos.
Outra questão abordada em vários momentos é da responsabilidade do povo alemão no destino final do governo nazista e do país. Os dirigentes máximos afirmaram não derramar nenhuma lágrima pelo povo alemão, que eles os escolheram e com eles naufragariam. Quem vê aquela Berlim destroçada, em ruínas, coalhada de cadáveres de militares e civis, e agora vê a rica e vigorosa Berlim unificada do final do início do século XXI, apenas 60 anos depois, custa a acreditar no que houve. E muita gente já está agindo como se não tivesse havido mesmo! Aqueles mesmos ódios, fanatismos e arrogância estão presentes hoje nas ações em vários lugares do mundo, inclusive na Europa. A ressaca desta II Guerra parece não terminar nunca, seus resíduos diretos e indiretos não param de crescer.
Tudo é uma questão de escolha, enquanto ela é possível. E sempre existe o momento em que ela ainda é possível. Todos temos a responsabilidade de não deixar passar este momento. Colocar no poder o grupo errado e deixar que este grupo atinja o poder absoluto e incontestável, seja qual for o argumento, é o êrro fundamental que várias sociedades já cometeram e continuam a cometer na história da humanidade. Enquanto esta lição não for aprendida, o desastre é inevitável, tão inevitável como horrível.

21 June 2005

Einstein III

Continuo a reproduzir as aberturas dos 12 artigos do volume 30 da Revista Ciência & Ambiente (www.ufsm.br/cienciaeambiente), que tem Einstein como tema. Estas introduções fornecem um quadro muito interessante sobre o cientista, além de ser estimulante aperitivo para os ótimos textos integrais dos trabalhos, cuja leitura recomendo.

Relatividades
“O mundo que nos chega através dos nossos sentidos será dotado de uma realidade própria, imanente, ou, pelo contrário, serão muitas das suas características percebidas por nós estritamente dependentes do particular observador envolvido? A visão de um Mundo objetivo, a que nos acostumáramos desde Aristóteles a Newton, foi-nos decididamente retirada pela Relatividade de Einstein: se não todas, certamente muitas das medidas das quais nos apropriamos dos fenômenos percebidos vão depender do estado de movimento relativo entre o sistema observador e o sistema observado”. (“A(s) relatividade(s) de Einstein”, Antonio L. L. Videira).

Mecânica Quântica
“Albert Einstein foi um dos pais da mecânica quântica e, ao mesmo tempo, seu grande crítico. No período de 1905 a 1925, ele funda três áreas da física quântica, com repercussões até os dias atuais: a teoria quântica da luz, a teoria quântica dos sólidos e a teoria dos gases bosônicos, incluindo a condensação de Bose-Einstein. Após esse período, no entanto, Einstein reage fortemente contra o caráter probabilístico da nova teoria, que considera incompleta. E ao analisar implicações da nova física, aponta aspectos extremamente sutis do mundo quântico, que só seriam melhor entendidos muitos anos depois". (“Einstein e a Mecânica Quântica”, Luiz Davidovich). Aqui devo me estender sobre este texto. São fascinantes estes “aspectos extremamente sutis do mundo quântico” e gostaria de enfatizar aquele que, talvez, seja o mais fantástico de todos, cujas repercussões creio estarmos ainda longe de visualizar totalmente: estados emaranhados.

Informação Quântica
“(...) a questão levantada por Einstein em sua carta a Born em 1954, sobre a inexistência de superposições coerentes no mundo macroscópico, estão relacionadas a questões que se constituíram no cerne de novos desenvolvimentos da física quântica, ocorridos na última década do século XX. Um estudo detalhado dos estados emaranhados, empreendido por vários pesquisadores, levou à descoberta de propriedades sutis e propostas surpreendentes, envolvendo, por exemplo, a possibilidade de teleportação de estados quânticos, já demostrada em vários laboratórios. Uma nova disciplina, conhecida pelo nome de “informação quântica”, estuda métodos para caracterizar, transmitir, armazenar, compactar e utilizar computacionalmente a informação contida em estados quânticos. Além de proporcionar um entendimento mais profundo da física quântica como uma nova teoria da informação, tem conduzido ao desenvolvimento de novos métodos criptográficos e à idéia de construção de computadores quânticos, baseados em algoritmos de cálculo que levam em conta a propriedade de superposição de estados quânticos” (trecho do mesmo texto citado no bloco anterior).

Cosmologia
“Ao contrário do que às vezes se pensa, a atividade científica não é uma seqüência lógica de idéias e descobertas, dispondo um a um os tijolos do conhecimento. A história da cosmologia é um belo exemplo do fazer, desfazer e refazer contínuo da ciência. É bastante conhecida a influência que exerceram sobre o trabalho de Einstein as concepções de Mach acerca da origem da inércia, influência manifesta na teoria geral da relatividade e no primeiro modelo cosmológico moderno. Mais fascinante é compreender as razões de tal concepção ter sido, afinal, abandonada. Como abandonada foi, para ressurgir mais tarde, a famosa constante cosmológica”. (“Einstein e a Cosmologia”, Saulo Carneiro).

Frase de Einstein (atualíssima nos dias que correm no mundo e no Brasil)
“O desejo ilimitado de poder cada vez maior busca tornar-se ativo e agressivo sempre e em qualquer lugar que as possibilidades físicas se oferecem”

19 June 2005

Cultura das civilizações e o FILO

Pude, infelizmente, assistir a poucos espetáculos do FILO deste ano. No entanto, por felicidade, um deles foi o melhor exemplo de teatro que vi nos cerca de cinco últimos anos, pelo menos. Quando o grupo AMOK Teatro do RJ colocou no palco sua versão do clássico Macbeth, a crítica aplaudiu e os textos publicados em todos os jornais de circulação nacional foram generosos - e com muita razão. Trabalho impecável de atores, música original, de alta qualidade e executada ao vivo durante a peça pelo próprio compositor, envolvido emocional e físicamente com o desenrolar do espetáculo. A sinergia de ricos elementos de várias culturas na cenografia e na linguagem teatral nos aguça os sentidos e a percepção da cultura humana. Apesar do tremendo desconforto físico imposto aos espectadores pela organização do festival (frente ao milionário orçamento do mesmo não iria ser nada custoso colocar encostos para as pessoas naquela maldita arquibancada, era só consultar os n bons arquititetos da cidade), não foi possível desgrudar todos os sentidos durante as 2h15 minutos do espetáculo. Foi mágico um momento chave do espetáculo, o solitário e magistral canto e texto, de cunho étnico, do personagem título, em que toda carga emocional de Macbeth explode em cada som, cada gesto e cada músculo do ator. Por fim, não custa enfatizar a assombrosa e sempre atual síntese da alma humana contida nas obras de Shakespeare. Para os tempos que correm no mundo e, em especial no Brasil, Macbeth e o Rei Lear contêm ensinamentos preciosos, tão preciosos quanto ignorados ou esquecidos. Por isso, ai de nós...ai de nós!

15 June 2005

Einstein II

Continuo a reproduzir as aberturas dos 12 artigos do volume 30 da Revista Ciência & Ambiente (www.ufsm.br/cienciaeambiente), que tem Einstein como tema. Estas introduções fornecem um quadro muito interessante sobre o cientista, além de ser estimulante aperitivo para os ótimos textos integrais dos trabalhos, cuja leitura recomendo.

Einstein e Besso
“O grande artigo de Einstein, de 1905, que apresenta ao mundo a teoria da relatividade, não contém referências e menciona apenas uma pessoa, num agradecimento: um certo M. Besso. Engenheiro suíço-italiano, Michele Besso foi, sem dúvida, o grande amigo de Einstein. Sua amizade, documentada em uma correspondência que varre várias décadas, sempre causou alguma perplexidade, já que Besso, mesmo sendo um homem admirável, não era de forma alguma, do mesmo nível científico de Einstein. (Quem o era?) Besso, no entanto, completava Einstein, dedicando-se desinteressadamente a remover da vida do amigo os obstáculos que pudessem retardar suas grandes descobertas. E o fazia porque, embora não fosse capaz de acompanhá-lo em sua criação, compreendia-a perfeitamente. Seduzido pela beleza daquela extraordinária obra do espírito humano, não achava demais que a ela fossem dedicadas duas vidas, em lugar de uma só. Da glória, não fazia questão. Era um homem superior” (“A correspondência Einstein – Besso”, Henrique Fleming).

Sobre a matéria
“Os três artigos pioneiros publicados por Einstein em 1905, sobre a teoria molecular, os quanta de luz e a relatividade restrita, referem-se a três objetos diferentes, exatamente delimitados, para os quais são propostos três modos específicos de abordagem teórica. As pesquisas ulteriores do grande físico irão divisar sempre, na mesma linha de pensamento, o domínio atômico e quântico e o do campo contínuo, apesar de sua concepção de unidade da matéria e de sua preocupação com uma teoria unificada. Percebe-se aí uma característica de seu peculiar estilo científico, em que a dimensão crítica acompanha a perspectiva de uma estreita relação teórica com o “objeto” físico considerado. O pensamento crítico prepara uma construção teórica sobre a base de conceitos e princípios físicos identificados. E a separação correlativa das abordagens teóricas para objetos de natureza diferente (como o campo contínuo e os fenômenos quânticos) surge enquanto efeito do propósito de uma relação de adequação a mais justa possível (estrita e “completa”, num sentido bem definido) entre a teoria e o objeto que ela se propõe a descrever e explicar.” (“Campo contínuo e quanta: duas abordagens teóricas da matéria segundo Einstein – a relação da teoria com seu objeto”, Michel Paty).

Hilbert e Einstein
“Em novembro de 1915, Einstein e Hilbert submeteram a publicação dois artigos tratando do mesmo assunto: a Teoria da Relatividade Geral. O artigo de Hilbert foi apresentado cinco dias antes do artigo de Einstein, mas foi aceito e publicado na sua forma final quase um mês depois. A idéia que floresceu em virtude desta precedência é a de que ambos desenvolveram a teoria por meios paralelos e independentes, sendo que Hilbert teria sido o primeiro a formular a teoria e Einstein aquele que de forma mais consistente entendeu as implicações físicas da teoria. Assim sendo, mesmo hoje, quando o nome de Einstein é amplamente identificado com as mais importantes contribuições a esta, bem como a várias outras teorias, não é incomum encontrar-se referências à precedência de encaminhamento do artigo de Hilbert como argumento para, ao menos informalmente, desmerecer Einstein, enfatizando sua capacidade de apropriar-se de idéias e de trabalhos alheios. Este artigo apresenta a gênese da controvérsia, alguns desdobramentos dos argumentos favoráveis à antecipação de Hilbert e a elucidação a questão, feita de forma definitiva em meados dos anos 1990, por três historiadores da ciência, que negam qualquer possibilidade de Einstein ter plagiado Hilbert.” (“Sobre a precedência de Hilbert em relação a Einstein”, Aguinaldo M. Severino e Abel L. Casanave).

Frase


“Não tenho nenhum talento em especial. Sou apenas apaixonadamente curioso”. Albert Einstein, em carta para Carl Seeling, 11 / 03 / 1952.

12 June 2005

Einstein I

Num blog anterior, ao tratar do corrente Ano Mundial da Física, deixei de citar o didático volume 30 da Revista Ciência & Ambiente (www.ufsm.br/cienciaeambiente), que tem Einstein como tema. Hoje inicio uma série de blogs em que reproduzirei (com a autorização expressa da editoria da revista)as aberturas da maioria dos 12 artigos deste volume, escritos pelos próprios autores, citados em cada bloco. Estas introduções fornecem um painel muito interessante, um estimulante aperitivo para os ótimos textos integrais dos trabalhos, cuja leitura recomendo.

Os relógios
“Diferentemente da imagem tradicional de Einstein, segundo a qual ele foi antes de tudo um cientista-filósofo, tendo em vista a revisão a que procedeu no seu artigo sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento, defendo a tese de que, ao menos no que concerne a simultaneidade, Einstein a redefiniu a partir de necessidades práticas existentes em seu tempo como, por exemplo, a sincronização dos horários de partida e chegada dos trens. Apesar de o próprio Einstein afirmar a necessidade da solidão para a realização de seu trabalho científico, uma análise mais cuidadosa das suas atividades no início do século XX nos mostra que ele estava perfeitamente inserido em seu tempo. A função de perito de patentes em Berna, durante o período em que formulou a Relatividade Especial, foi fundamental para que ele definisse a simultaneidade como o fez” (“Os relógios de Einstein – o lugar do tempo”, Peter Galison).

Política
“O pensamento político de Albert Einstein não foi por ele sistematizado num livro específico, mas está presente em testemunhos esparsos, artigos, cartas, discursos dedicados a temas como pacifismo, colaboração entre nações, perigo nazista, direitos civis, socialismo. Merece análise seu posicionamento face à ameaça às liberdades civis durante o período macarthista, quando suspeitas de professar o comunismo repousaram sobre ele e cujas investigações constam nos arquivos do FBI. Vale lembrar ainda seu apoio ao físico David Bohm, exilado no Brasil por três anos, no início da década de 1950, e seu engajamento na luta contra a discriminação racial dos negros norte-americanos. Enfim, uma reflexão sobre o contexto vivenciado por Einstein e sobre questões contemporâneas nos Estados Unidos da América, evidencia uma preocupante atualidade das inquietações políticas do fundador da teoria da relatividade” ( “Einstein e a Política – pensamento e ação”, Olival Freire Jr.).

Divulgação Científica
“Einstein foi uma figura mítica do século XX. Ao atingir a fama mundial em 1919, sua popularidade passou a atrair os meios de comunicação e o público em geral em todo o mundo. Uma faceta pouco conhecida de seu trabalho é a atividade de divulgador científico com estilo elegante, sobretudo, originalíssimo. Sua própria figura carismática prestou-se admiravelmente à difusão da ciência pela capacidade de chamar a atenção do grande público. Sem a preocupação de exaurir o tema, analisamos aspectos da divulgação científica de Einstein no contexto de suas respostas a reações da comunidade científica a sua idéias e teorias, suas conferências ao redor do mundo, seus artigos científicos de revisão, artigos na imprensa e aos dois livros voltados para o público não especializado, “Introdução à Teoria de Relatividade Especial e Geral”, de 1916, e “A Evolução da Física”, em parceria com Leopold Infeld, de 1938. Vale lembrar ainda a sua concepção de divulgação científica e o papel que esta desempenhou na formação do jovem Einstein” (“Einstein e a divulgação científica”, Ildeu de Castro Moreira e Nelson Studart).

Frases


A Associação dos Docentes da UEL (Aduel) prestou em abril passado uma bela homenagem a Einstein, publicando um exemplar da Revista da Aduel dedicado a alguns pensamentos político-filosóficos do cientista, alternados com fotos de várias épocas de sua vida. Ao longo das próximas colunas também reproduzirei alguns destes pensamentos selecionados, que dizem muito para os dias que correm: “ As pessoas perdem a reação elementar contra a injustiça e pela justiça – essa reação que afinal de contas representa a única proteção do homem contra a recaída no barbarismo”.